Pronto Atendimento 24h já conta com produção própria de oxigênio medicinal

Por Redação
01/10/2021 18:27
Atualizado há 5 anos ago
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No pico da pandemia de coronavírus, com leitos dos hospitais e do Pronto Atendimento Municipal lotados por pacientes em situação grave – muitos deles intubados ou até 24h por dia em ventilação mecânica (respirador) –, a Secretaria de Saúde de Umuarama chegou a dispender R$ 200 mil por mês na aquisição de cilindros de oxigênio a fim de assegurar as condições necessárias para a recuperação dos doentes.

Além do alto investimento naquele período o município ficou à mercê do mercado, que viu explodir a demanda ao mesmo tempo em praticamente todo o país. Muitas cidades chegaram a ficar sem oxigênio para socorrer pacientes que necessitavam de intubação.

Para sair desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu investir na construção de instalações próprias e na locação de equipamentos para produção de oxigênio medicinal, a fim de abastecer os respiradores e possibilitar a intubação nos leitos do Pronto Atendimento 24h. A estrutura foi implantada entre o PA e as futuras instalações da Unidade de Saúde Posto Central, na Avenida Dr. Ângelo Moreira da Fonseca.

A usina de oxigênio começou a funcionar nesta semana. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Maria Harue, no período de maior demanda os pacientes chegaram a consumir 18 mil m³ de oxigênio num mês. “A nossa usina tem capacidade para produzir até 22,5 mil m³, ou seja, mais do que precisamos utilizar na fase mais crítica da pandemia. Além disso, o custo é muito menor. Ao invés dos R$ 200 mil, teremos uma despesa estimada em R$ 69 mil por mês e eliminamos o risco de ficar sem abastecimento, como chegou muito perto de acontecer”, apontou.

“Com a usina não corremos mais o risco de ficar sem oxigênio para fornecer aos pacientes, tanto de covid-19 quanto de outras enfermidades que exigem ventilação mecânica ou intubação. É uma segurança para a recuperação dos pacientes em quadros de urgência e emergência, que são recebidos pela equipe do Pronto Atendimento Municipal”, acrescentou o prefeito em exercício, Hermes Pimentel, ao parabenizar a equipe da Saúde Municipal pela iniciativa.

SATURAÇÃO

O oxigênio medicinal é um insumo importante no tratamento de pacientes com quadros avançados de covid-19 e foi um dos fatores mais críticos no pico da pandemia. O coronavírus causa inflamação no pulmão, que não consegue transferir de forma eficaz o oxigênio que a pessoa precisa. Quando isso acontece, a saturação (concentração de oxigênio no sangue) começa a cair.

O percentual normal de saturação fica entre 95% e 99%. Quando a pessoa não respira direito, esse índice começa a cair. A intubação, assim como outros métodos de aporte de oxigênio, ajudam a recuperar a saturação, por isso são tão importantes para pacientes com covid. A ventilação mantém as funções vitais enquanto a doença vai sendo eliminada pelo sistema imunológico do paciente. Se falta oxigênio para a máquina, falta para o pulmão da pessoa. As células não produzem energia e morrem, causando falência dos órgãos vitais, e o paciente vai a óbito.

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