De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio ocorreu por volta da 1h da madrugada, em uma residência na Rua Haroldo de Campos. Maria Aparecida foi atingida por 46 golpes de faca e morreu no local. O laudo de necropsia confirmou que os ferimentos provocaram a morte.
Durante a investigação, Adilson teria confessado o crime em depoimento extrajudicial. Conforme os autos, o desentendimento teria começado após uma negociação envolvendo drogas. O acusado afirmou que pagou R$ 200 por duas pedras de crack, mas alegou ter recebido uma quantidade que valeria apenas R$ 20. Segundo a versão apresentada, após retornar ao imóvel e discutir novamente sobre o valor, ele iniciou as agressões.
O Ministério Público sustentou que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Adilson foi preso em julho de 2025, durante a Operação Sinergia, em frente à residência dele, no Jardim das Garças, após o trabalho de investigação da Polícia Civil. A defesa foi realizada pelo defensor público Pedro Bruzzi Ribeiro Cardoso.
O processo também envolve João Carlos Aparecido Dias, de 41 anos, denunciado pelo furto do celular de Maria Aparecida. Segundo a acusação, ele teria levado o aparelho antes da chegada da polícia. O telefone foi localizado posteriormente com uma mulher que afirmou ter comprado o dispositivo por R$ 500. João Carlos responde pela acusação de furto, sem ser apontado como participante do homicídio.
