Polícia Civil orienta população a como agir em caso de crimes contra o consumidor

Por Redação
13/09/2021 08:17
Atualizado há 5 anos ago
1519719263613f32ffe828c5.36093415

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta o cidadão a como reconhecer e agir em caso de crimes de relação de consumo. No sábado (11), a lei n° 8.078, que trata da proteção do consumidor, completou 21 anos de sanção.

Para que um ato seja considerado crime contra o consumidor, ele deve estar previsto no Código de Defesa do Consumidor ou em lei especial e deve haver a intenção criminosa. O que acontece na prática é a grande busca das pessoas por soluções para desacordos comerciais, casos em que a polícia não tem competência para atuar.

Cerca de 70% dos boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Crimes Contra a Economia e Defesa do Consumidor não têm suspeita de crime e após apuração preliminar os policiais constatam não existir conduta criminosa.

O delegado da PCPR André Feltes esclarece que a polícia judiciária atua apenas em crimes contra o consumidor. O Código de Defesa do Consumidor prevê direitos administrativos e cíveis, que são de competência do Procon e Juizado Especial Cível.

“O ideal é que as pessoas procurem o Procon ou Justiça Cível em casos de situação nítida de desacordo comercial. Se o consumidor estiver em dúvida sobre ter acontecido ou não conduta criminosa ele pode ligar antes para a delegacia e tirar as dúvidas para saber qual o melhor caminho a seguir”, explica Feltes.

Um problema com o funcionamento ou entrega de produto, e a má prestação de serviços, costumam não ser crimes.

CRIMES – São crimes comuns praticados contra o consumidor a venda de produto impróprio para o consumo, fraude, falsificação de documentos, indução do consumidor ao erro. Esses delitos podem ser praticados através de websites comerciais falsos, divulgação de produtos e serviços fictícios, venda de produto falso como sendo verdadeiro, mudança de validade ou adulteração do produto.

Crimes contra direitos autorais e de propriedade intelectual também são investigados. “A delegacia atua em situações criminais e graves para punir eventuais autores. Muitas vezes, o consumidor terá de buscar seus direitos em outros órgãos, pois eventuais indenizações e reparações comerciais irão acontecer na esfera administrativa e cível, e não na polícia”, destaca o delegado da PCPR.

DIREITOS – A busca do consumidor por direitos pode ser mais rápida e efetiva com o conhecimento das esferas administrativa, cível e criminal. Para o serviço público, o encaminhamento correto também evita retrabalho e demora no atendimento de demandas.

“A cada ano que passa, o consumidor está ficando mais consciente de seus direitos, procurando os diversos órgãos que compõem o sistema de defesa do consumidor, quando percebem que seus direitos foram violados. Ele apenas ainda tem a dificuldade de compreender a distinção de qual órgão ele deve procurar, se é o caso de uma reclamação no Procon, uma ação indenizatória ou um boletim de ocorrência na delegacia”, finaliza Feltes.

Veja também

Bebê de dois meses morre após ser levado por policiais ao Pronto Atendimento ...
Há 23 horas ago
Polícia apreende motoneta com placa, chassi e motor de outro veículo em Umuarama
Há 24 horas ago
Homem é condenado a mais de 15 anos de prisão por matar mulher com 46 facadas...
Há 5 dias ago
Campeonato de Robótica reúne 230 estudantes em Umuarama
Há 5 dias ago
Frio chega a Umuarama e previsão indica fim da chuva durante o fim de semana
Há 5 dias ago
Após oito dias sem energia, produtor rural de Perobal consegue religação e Co...
Há 5 dias ago
Umuarama 20°
Partly Cloudy

Manutenção

Estamos em atualização