Abastecimento em Matelândia, Catanduvas e Santa Tereza do Oeste entra em alerta

Por Redação
20/08/2021 17:58
Atualizado há 5 anos ago
Levantamento do Simepar apontou que nove cidades, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre os meses de junho de 2019 a março de 2020. Redução média na precipitação foi de 33% nos municípios pesquisados.
08/04/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Levantamento do Simepar apontou que nove cidades, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre os meses de junho de 2019 a março de 2020. Redução média na precipitação foi de 33% nos municípios pesquisados. 08/04/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Levantamento do Simepar apontou que nove cidades, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre os meses de junho de 2019 a março de 2020. Redução média na precipitação foi de 33% nos municípios pesquisados.
08/04/2020 – Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A crise hídrica que se prolonga no Paraná coloca em alerta os sistemas de abastecimento de Catanduvas, Matelândia e Santa Tereza do Oeste, na região Oeste. Os mananciais superficiais e subterrâneos que abastecem essas cidades apresentam queda acentuada na vazão, devido à falta de chuva, o que pode comprometer o fornecimento de água de forma regular para a população.

Os índices pluviométricos, que estão 50% abaixo da média histórica na região, afetam mananciais e principalmente os poços que captam a água subterrânea. A recarga dessas unidades requer chuvas regulares.

O Rio Tormenta, em Catanduvas, e os seis poços que abastecem Matelândia e Santa Tereza do Oeste estão com redução de 50% na sua vazão. Já o Rio Gonçalves Dias, que complementa o abastecimento em Santa Tereza do Oeste, teve queda de 70% na vazão, o que levou a Sanepar a complementar o fornecimento em dias de maior consumo com caminhões-pipa.

A gerente-geral da Sanepar no Sudoeste, Rita Ivone Camana, afirma que a situação está rítica e requer empenho e colaboração de todos. “As vazões estão reduzidas e não há alternativas para ter mais água neste momento. Por isso, é fundamental que a água seja utilizada prioritariamente na alimentação e higiene pessoal”, alerta.

PREVISÃO – As previsões do Simepar apontam chuvas com um pouco mais de intensidade somente para novembro, e chuvas regulares apenas no início do próximo ano. Essas previsões levaram o Governo do Estado a prorrogar o decreto de emergência hídrica no Paraná até o mês de novembro.

USO RACIONAL – Sem chuvas previstas, a Sanepar orienta a população a fazer uso racional e consciente da água, priorizando o consumo para alimentação e higiene pessoal. Deve-se reutilizar a água do enxágue da máquina de lavar ou do tanque para lavagem de calçados, pisos, tapetes, rega de plantas e mesmo para descarga de vasos sanitários. É preciso verificar os possíveis vazamentos em torneiras e na tubulação interna do imóvel.

A lavagem de carros, calçadas e fachadas devem ser postergadas. A limpeza dos imóveis precisa ser feita com baldes e panos e com o reaproveitamento da água da lavagem e enxágue de roupas. Outras medidas são reduzir o tempo do banho e escovação dental, a barba, a lavagem das mãos e da louça devem ser feitas com as torneiras fechadas a maior parte do tempo.

Ao encontrar qualquer tipo de vazamento de água na rua, a população deve avisar imediatamente a Sanepar pelo telefone 0800 200 0115, que funciona 24 horas.

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