Valdecir Miester e Vani Miester não falam à CPI da Covid de Umuarama

Por Redação
06/10/2021 09:42
Atualizado há 5 anos ago
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Estava agendada para a manhã desta terça-feira (5), oitiva para que falassem aos membros da CPI da Covid, o ex-assessor parlamentar, Valdecir Miester – apontado como líder do suposto esquema de corrupção no desvio de recursos públicos do Fundo Municipal de Saúde, e sua esposa, Vani Miester, que também aparece nas investigações do GAECO e Ministério Publico, resultante na deflagração da Operação Metástase.  

A Oitiva com Miester estava agendada para as 9h. Ele falaria por meio de videoconferência do Centro de Internamento e Readequação de Brasília, onde se encontra detido. A CPI enviou vários e-mails informando a data e horário de oitiva, porém, sem confirmação. A data foi mantida pela CPI, porém, não houve resposta do Centro de Internamento e Readequação.  

Ainda pela manhã, assessores jurídicos e assessores parlamentares tentaram novos contatos com o Centro de Internamento e Readequação de Brasília, mas, sem sucesso.  

A segunda oitiva do dia era destinada ao depoimento de Vani Miester, que recebeu e assinou a notificação pessoalmente em sua residência, no munícipio paranaense de Boa Vista Da Aparecida.  

Mesmo tendo assinado a notificação, Vani não compareceu à reunião da CPI, bem como não enviou justificativa de sua ausência. Ela é proprietária da empresa Vani Soares dos Santos Miester ME. O empreendimento está sob investigação por conta de ter vencido, mediante dispensa de licitação, concorrência destinada à contratação de empresa que forneceria profissionais da área de agentes de endemias a prestar serviços no município no valor de R$ 582.000,00.  

A presidente da CPI, vereadora Ana Novais abriu os trabalhos e, pela ausência das testemunhas, solicitou ao relator, vereador Mateus Barreto, que fizesse a leitura do expediente. Foi apresentado e aprovado por unanimidade, requerimento reagendando a oitiva desta terça (5), para o próximo dia 19, ocasião em que Valdecir Miester e Vani Miester devem, enfim, serem ouvidos.  

Os integrantes da CPI, Ana Novais (Presidente), Ednei do Esporte (Vice-Presidente), Mateus Barreto Relator e Cris das Frutas e Sorrisal (membros), fizeram usa da palavra. Todos ficaram revoltados com o não comparecimento da testemunha. Eles reforçaram que o trabalho da Comissão não será em vão e que culpados devem ser punidos.  

Outra deliberação aprovada foi que seja definida que a testemunha Vani Miester venha a ser ouvida por meio de condução coercitiva. Tal medida é prevista pelo Código do Processo Penal Brasileito, como forma de obrigar pessoa intimada a comparecer ao ato para o qual foi intimado.  

SEMANA QUE VEM 

No próximo dia 14 de outubro, devem ouvidos Paulo Cesar Leite e Liniane Arrabal Pita, a qual é proprietária da empresa Arrabal Serviços Médicos EIRELI, contratada pelo município de Umuarama, após a deflagração da operação Metástase, para a prestação de serviços de contratação de profissionais de saúde para atuarem para o município no atendimento de cidadãos acometidos pelo Covid 19. 

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