“Me reservo no direito de permanecer calado”. Esta foi à frase mais ouvida pelos membros da CPI da Covid durante reunião ocorrida na manhã desta quarta-feira (21). Tais dizeres foram repetidos a cada indagação destinada à testemunha intimada para falar à Comissão, o ex-presidente do Norospar, Pedro Arildo Ruiz Filho, que se encontra detido no Complexo Médico Penal de Piraquara.
Arildo é apontado pela investigação do Gaeco e Ministério Público (Operação Metástase), como um dos integrantes de suposta organização criminosa que atuava no desvio de dinheiro dos cofres públicos municipais oriundos do Fundo Municipal de Saúde.
A oitiva de hoje era uma das mais aguardadas pelos membros da Comissão, composta por Ana Novais como presidente, Ednei do Esporte vice, Mateus
Barreto relato, tendo como membros Cris das Frutas e Sorrisal. Os parlamentares tinham diversas perguntas direcionadas a Ruiz Filho, sendo que nenhuma delas foi respondida pela testemunha.
Pedro foi ouvido por meio de videoconferência, que também foi acompanhada pelo seu advogado de defesa, Roberto Brzezinski Neto. Ao início da oitiva, Brzezinski disse aos parlamentares que o cliente não se manifestaria e se manteria calado a todas as indagações.
A recusa causou revolta nos parlamentares e, apesar de Pedro Arildo Ruiz se recusar a falar inclusive seu nome, assim como o cargo que ocupava no Norospar e sua remuneração mensal, os membros da CPI prosseguiram com as perguntas, obtendo em todas elas a afirmação da testemunha de que a mesma permaneceria em seu direito de ficar calado.

