Os vigilantes da empresa Essencial, responsável pela segurança patrimonial de diversos órgãos públicos no Paraná, iniciaram nesta quinta-feira (18) uma paralisação por tempo indeterminado. Em Umuarama, trabalhadores que atuam no Instituto Médico-Legal (IML) aderiram ao movimento e realizaram um protesto em frente à unidade.
A greve foi aprovada por unanimidade em assembleia promovida pelo Sindicato dos Vigilantes do Paraná. A categoria denuncia atrasos recorrentes no pagamento dos salários, problemas com vale-alimentação, falta de depósitos do FGTS, além de pendências relacionadas a férias e outras obrigações trabalhistas.
O presidente do sindicato acompanha os trabalhadores em Umuarama durante a mobilização. Além do IML, a paralisação atinge postos vinculados à Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), Polícia Penal, Polícia Científica, Secretaria do Emprego e unidades do Banco do Brasil atendidas pela empresa.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que os serviços prestados à população seguem normalmente e sem impactos. Segundo o governo, servidores das forças de segurança foram deslocados para garantir o funcionamento das unidades afetadas.
A Sesp afirmou ainda que a paralisação decorre de questões trabalhistas envolvendo a empresa contratada e destacou que não existem pendências de pagamento por parte do Estado em relação ao contrato. O governo informou que notificou a empresa Essencial e estabeleceu prazo de até 10 dias para a regularização da situação. Caso isso não ocorra, poderão ser adotadas medidas administrativas e judiciais para garantir a continuidade dos serviços.
