Vereador foragido de Xambrê responde a mais demandas perante a justiça

Dois boletins de ocorrência registrados apontam supostas ameaças, constrangimentos e agressões verbais praticadas pelo vereador contra funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde.

Por Redação
13/05/2026 12:40
Atualizado há 2 meses ago

O presidente da Câmara Municipal de Xambrê, Ademir Leite da Silva, conhecido como “Cabeção”, segue foragido após fugir durante o cumprimento de um mandado de prisão na última sexta-feira. Além das acusações já investigadas por agressão, ameaça, perseguição e descumprimento de medida protetiva contra uma jovem de 27 anos, o vereador agora também responde a denúncias envolvendo servidores públicos e crimes de trânsito.

Dois boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Xambrê apontam supostas ameaças, constrangimentos e agressões verbais praticadas pelo vereador contra funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde. Um dos registros foi feito pela secretária de Saúde, Fernanda Pereira Custódio, que relatou ter sofrido coação após cobranças feitas pelo parlamentar dentro da secretaria.

Em outra denúncia, estagiárias afirmaram à Polícia Civil que vinham sendo alvo de difamações e agressões verbais atribuídas ao vereador.

Ademir também responde judicialmente por embriaguez ao volante, direção com habilitação suspensa e resistência. O processo foi aceito pela Justiça após denúncia apresentada pelo Ministério Público. Segundo a decisão da Vara Criminal de Xambrê, “existem provas de materialidade e indícios suficientes de autoria, principalmente diante dos elementos reunidos durante a investigação”.

De acordo com a Polícia Militar, a prisão em flagrante ocorreu em abril do ano passado, após uma confusão em um posto de combustíveis. Os policiais afirmaram que o vereador apresentava sinais de embriaguez ao conduzir uma motoneta Honda Biz. Ainda conforme o boletim, ele teria ameaçado os agentes durante a abordagem.

Durante entrevista por telefone, o advogado de defesa, Victor Ceruti, confirmou que mantém o pedido de revogação da prisão e voltou a classificar a medida como desproporcional. Sobre a fuga do vereador, afirmou que não caberia a ele comentar o assunto, mas declarou que Ademir pode ter agido “em defesa própria”.

O caso também gerou manifestações públicas do Poder Executivo municipal. Em nota, a secretária de Saúde informou que todas as providências judiciais já foram tomadas e que está sendo acompanhada juridicamente, além de contar com apoio do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres.

Já a Procuradoria Geral do Município divulgou nota de repúdio aos acontecimentos envolvendo o presidente da Câmara e destacou que agentes públicos devem agir com responsabilidade, respeito e equilíbrio institucional.

A Câmara Municipal informou novamente que não irá se manifestar oficialmente porque ainda não foi notificada judicialmente sobre o caso. Ademir não participou da sessão legislativa realizada na última segunda-feira, conduzida pelo vice-presidente da Casa.

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