Vacinação contra gripe é antecipada e começará pelos idosos acamados

Por Redação
21/03/2020 15:07
Atualizado há 6 anos ago
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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza será iniciada na próxima segunda-feira, 23, mas por conta das medidas de prevenção ao coronavírus a Secretaria Municipal de Saúde orienta que o público-alvo não deve procurar as unidades de saúde. Inicialmente a vacina será aplicada a domicílio apenas a pessoas acamadas, acompanhadas pelas equipes das UBS, e na sequência aos trabalhadores da área de saúde.

Nos próximos dias será definida uma estratégia para atendimento aos demais grupos que compõem o público-alvo da campanha – idosos, gestantes e puérperas, profissionais de saúde, crianças e outros públicos. O calendário de vacinação estabelecido pelo Ministério da Saúde prioriza, na primeira fase da campanha, a vacinação de idosos (60 anos e mais), trabalhadores da saúde e crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

Na segunda fase, a partir de 16 de abril, será a vez de professores das escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. E a terceira fase, que será iniciada em 9 de maio, contemplará gestantes e puérperas, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adultos de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência.

De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha foi antecipada para facilitar e acelerar o diagnóstico da Covid-19 e evitar que o sistema de saúde fique sobrecarregado. A vacina não protege contra o novo coronavírus, mas sim contra tipos de influenza (incluindo o H1N1). Por isso, pode ajudar no diagnóstico (por eliminação) dos profissionais de saúde com suspeita de Covid-19.

O segundo aspecto é que o número de pessoas com síndromes gripais seria muito maior sem a campanha de vacinação, com muito mais pacientes ocupando leitos no sistema de saúde. Inicialmente a campanha previa imunizar as gestantes, crianças com até seis anos, mulheres até 45 dias após o parto e idosos. A mudança ocorreu para reforçar a prevenção de doenças respiratórias no público que mais tem sido afetado pelo novo coronavírus.

Indivíduos com mais de 60 anos são mais suscetíveis às complicações do coronavírus, já que os sintomas mais graves surgem em pessoas idosas e com alguma doença crônica. Os sintomas mais comuns entre esse grupo, quando hospitalizado pelo coronavírus, são febre, tosse e falta de ar. Dores musculares e de cabeça, assim como confusão mental, irritação na garganta e desconforto no peito também foram observados. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários e a vacina previne contra três tipos de vírus Influenza, sendo dois do tipo A (H1N1 e H3N2) e um do tipo B.

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