Nesta quarta-feira (20), completa-se um ano do assassinato do professor de educação física Diego Callegario dos Santos, morto a tiros dentro de um ginásio esportivo em Esperança Nova. A data é marcada pela dor da família, que ainda luta por justiça diante de um crime que abalou toda a região.
A mãe da vítima, Fátima Callegario, falou com a jornalista Carla Ribeiro sobre a saudade e a angústia que a acompanham diariamente desde a morte do filho. “Nós, quanto família, é uma dor sem fim… engolir as lágrimas da saudade que só aumenta. Acredito na polícia paranaense e, quanto ao trabalho deles, acredito ser questão de honra para os profissionais da segurança pública do Estado. Diego Callegario, meu filho que amo eternamente, trata-se de uma pessoa querida por todos. Grande ser humano e profissional respeitado pela forma que conduziu, com resultados comunitários e pelo bem comum, o seu trabalho. Filho, meu primogênito, que por onde passou contribuiu para que a vida das pessoas fosse melhor, inclusive a minha… um atleta determinado, jogador desde os 7 anos de idade”, disse emocionada.
Ela reforça que o professor morreu exercendo a profissão que tanto amava. “Foi assassinado exercendo sua função, em um ambiente do prédio municipal. Minha dor? Esse cálice amargo da saudade é diário. Meu amor eterno. Estará comigo por todos os meus dias”, completou.
Em outro relato, Fátima descreveu a luta da família para seguir adiante após a tragédia. “Estamos em pedaços, buscando força em Deus diariamente para continuar a missão. Diego não tinha inimigos, exceto a coragem de defender as pessoas. Ele nunca mediu esforços. Resumindo quem ele foi: guerreiro, discreto, protetor, humildade em pessoa, comprometido, um coração que não era dele”, destacou.
Diego havia descoberto recentemente que seria pai novamente. A filha Antonella nasceu meses após o crime. “Ele sonhava ter uma filha que fosse dele. Hoje, me deixou a Antonella, que em setembro completa cinco meses. Até hoje ouço pessoas dizendo: ‘Nós amamos seu filho, ele foi amigo, o melhor professor, treinador’. Meu anjo estará comigo por todos os meus dias”, declarou.
Mesmo diante da dor, a mãe mantém a fé e a confiança no trabalho policial. “A polícia está trabalhando com eficiência. Não existe crime perfeito. Acima de tudo, a palavra de Deus diz: coloco luz até mesmo nas trevas. Esse é o Deus que conheço e sirvo, creio e confio”, afirmou.
O CRIME
O professor foi morto em 20 de agosto de 2024, quando ministrava uma aula para idosos em um ginásio esportivo municipal. Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem de capacete e camiseta clara chegou em uma motocicleta, entrou no local e disparou pelo menos 15 vezes contra Diego, que morreu na hora. Mesmo após a vítima cair, o atirador continuou os disparos diante de aproximadamente 15 idosos que participavam da atividade. Alguns alunos precisaram de atendimento médico em estado de choque.
A execução em plena luz do dia, dentro de um prédio público, causou comoção em Esperança Nova e cidades vizinhas. O corpo de Diego foi sepultado em Altônia, sua cidade natal, e desde então a comunidade tem cobrado respostas.
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A INVESTIGAÇÃO
Um ano depois, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) segue com o inquérito instaurado para apurar a morte. Em nota, a assessoria informou que foram realizadas oitivas com as pessoas que estavam no local no momento do crime, além da análise das câmeras de segurança. As diligências continuam em andamento com o objetivo de identificar o autor e esclarecer completamente o caso.
Apesar dos esforços, até hoje ninguém foi preso. A investigação ainda não foi concluída, e a polícia não descarta nenhuma linha de apuração.
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