O trabalho realizado pelo Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi fundamental para o avanço das investigações que resultaram na Operação Panóptico, que apura a atuação de uma organização criminosa a partir de presídios e com ramificações em diferentes estados.
As denúncias apresentadas nesta quarta-feira (26) pelo Gaeco de Londrina são resultado do compartilhamento de provas produzidas em duas operações que tiveram origem em Umuarama: Alvorada e Libertatem.
A partir desse material, os investigadores conseguiram aprofundar o mapeamento da organização criminosa e identificar integrantes responsáveis por atividades territoriais, logísticas e financeiras. Entre os grupos identificados estava a chamada “Região 43”, com Londrina como cidade-polo, além de outros núcleos espalhados pelo Paraná.
Ao todo, o Ministério Público do Paraná denunciou 49 pessoas, que são acusadas de envolvimento com organização criminosa e com o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto na chamada Lei Antifacção.
Operação Panóptico
Deflagrada em 15 de junho, a Operação Panóptico cumpriu 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
A investigação aponta para uma organização criminosa armada com atuação nacional e estrutura comandada a partir de unidades prisionais.
A operação contou com a atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco e da Secretaria de Estado da Segurança Pública, envolvendo as polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
Antes das denúncias, a Justiça já havia decretado a prisão preventiva dos 49 investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.
