Nesta quinta-feira os trabalhadores que foram retirados de um alojamento na região de Icaraíma, no último dia 23, estiveram presentes novamente no Ministério Público do Trabalho, na cidade de Umuarama, reavendo seus direitos e também sendo liberados a retornarem às suas cidades de origem. Ao todo 15 homens foram indenizados por meio de acordo formalizado pelo Ministério Público do Trabalho, 14 deles são de origem paraguaia e 1 de origem argentina. Eles foram escoltados pela Polícia Militar até a fronteira com o Paraguai.
O procurador do trabalho também falou sobre a prisão dos responsáveis pelas contratações dos trabalhadores que atuavam de forma irregular nas lavouras de mandioca. As duas pessoas presas como responsáveis pelas contratações são reincidentes no mesmo tipo de crime, que configura situação análoga à escravidão e também tráfico de pessoas. Segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho eles já possuíam termo de ajustamento de conduta, mas voltaram a cometer o mesmo tipo de ação.
Na última terça-feira, 22 de janeiro, os trabalhadores, incluindo quatro adolescentes que realizavam trabalho braçal foram resgatados de um alojamento em que viviam em más condições de higiene, além de não possuírem registro em carteira de trabalho e também condições degradantes de trabalho. Denúncias sobre crime de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas online, via aplicativo ou também pelo site do Ministério Público do Trabalho. É possível, também, fazer denúncias pelo disque 100, assim como presencialmente nas unidades do MPT.
