“Gostaria de saber quem autorizar arrolar meu nome como testemunha de um processo, no qual se quer pediram minha autorização”.
Foi com estas palavras que Darlan Scalco iniciou uma conversa via whatsapp com o advogado Cassio Bonini, da Defesa de Celso Pozzobom.
O nome de Scalco e de outras pessoas foi citado em um documento que especifica à Juíza da 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Umuarama, a provas que pretende produzir em prol do cliente.Scalco contesta a utilização de seu nome como testemunha, dizendo “Isso não se faz”. Questiona também “Não sei quem pediu isso à Vossa Excelência, para colocar meu nome, pois quem fez isso é um irresponsável. Mas gostaria que fizesse por escrito a desistência de meu nome, pois sequer fui consultado para tal ato”.
Ex prefeito do município de Pérola por 8 anos, Presidente da Associação dos Municípios de Entre Rios e da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Darlan salienta que sempre teve todas suas contas aprovadas pelo Tribunal e que, com muita honra, deixou o mandado sem nenhum processo por improbidade administrativa. O nome dele, de Fernando Scanavaca, Osmar Serráglio, Marcio Nunes e Genésio Picoloto, estão no rol de testemunhas arroladas pela defesa de Pozzobom no caso que analisa o processo de cassação deferido pela Câmara Municipal e que ainda é tema de discussão jurídica, antes mesmo de entrar no processo de instrução.
O processo de cassação segue suspenso e esta foi mais uma jogada no tabuleiro da Justiça dos advogados de defesa se Pozzobom, que pretendem segurar juridicamente a suspensão da decisão de cassação do mandado de Pozzobom como prefeito, aprovada de forma unânime, ou seja, por 10 votos a zero, pelo Plenário da Câmara Municipal de Umuarama em janeiro de 2022.
