A sede do Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos para Idosos (SCFVI), ao lado do tradicional Clube do Vovô, está passando por reformas para atender melhor às mais de 140 pessoas da terceira idade que formam o público da instituição. Desde o final de 2020, uma equipe da Secretaria Municipal de Obras, Planejamento Urbano, Projetos Técnicos e Habitação vem realizando reparos, troca do piso de duas salas e calçada externa, entre outros serviços, e nos próximos dias será iniciada a pintura completa do prédio (interna e externa).
O centro de atendimento também recebeu plantio de grama, alambrados e substituição de vidros quebrados. “A reforma começou no final de outubro, depois tivemos período de recesso e o trabalho recomeçou agora em janeiro. Esperamos que tudo esteja pronto em uns 60 dias, enquanto aguardamos a evolução da pandemia para retomar o atendimento presencial aos idosos”, disse a coordenadora do SCFVI, psicóloga Débora Cristina da Mata.
O serviço é oferecido pela Secretaria Municipal de Assistência Social. A secretária Izamara Amado de Moura lembra que o objetivo da reforma é deixar o centro mais acolhedor para os idosos. “Por enquanto o atendimento tem sido feito por telefone, mas acreditamos que logo a pandemia estará controlada e o nosso público poderá voltar para os grupos do serviço de convivência”, afirmou.
Com as restrições da pandemia, o serviço só não parou graças ao teleatendimento. “Nossa psicóloga, a assistente social e as cuidadoras estão em contato constante com os idosos. Elas realizam diariamente atividades de estimulação cognitiva por telefone, para fortalecer a concentração, a atenção, a capacidade de raciocínio, funções lógicas, linguagem e operações matemáticas, estimulando a memória”, apontou Débora da Mata.
Além disso, a equipe do SCFVI também realiza visitas domiciliares e atendimento presencial individual, com agendamento prévio, em casos de maior vulnerabilidade ou de questões familiares mais urgentes.
O isolamento social tem atingido o emocional de muitos idosos, que relatam momentos de depressão, ansiedade, medo, falta de convivência, solidão e tristeza. “Além de oferecer atenção, também disponibilizamos materiais e orientações por telefone sobre atividades ocupacionais, como artesanato, e recomendamos a prática de jardinagem e outros afazeres domésticos para superar este momento”, continuou a coordenadora.
A equipe é composta pela psicóloga Ane Tatila Borges, pela assistente social Sandra Valêncio e pelas cuidadoras Luciane Moreira Borges, Ângela Maria Costa La Serra e Niuslene Aparecida Tasca, além da artesã Marinês Aranha Fernandes de Souza, que prepara os kits e orienta por telefone sobre as atividades. “Mesmo por telefone, continuamos presentes na vida dos nossos idosos. Estamos sempre prontos a ouvi-los e ajudá-los a passar por este momento tão complicado”, completou Débora da Mata.

