O glaucoma é considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. O maior alerta em relação à doença é o fato de que, na maioria dos casos, ela se desenvolve silenciosamente, sem apresentar sintomas nas fases iniciais.
A oftalmologista Ana Beatriz Muzachi, especialista em glaucoma, explica que a doença compromete o nervo óptico de forma progressiva, e muitas vezes, quando o paciente percebe alguma alteração na visão, o dano já é irreversível.
Existem diferentes tipos de glaucoma. O mais comum é o chamado glaucoma de ângulo aberto, que avança lentamente e sem sinais evidentes. Já o glaucoma de ângulo fechado, mais raro, provoca sintomas agudos como dor intensa nos olhos, náuseas e visão embaçada, exigindo atendimento médico imediato.
O diagnóstico precoce é fundamental e só pode ser feito por meio de exames específicos, que avaliam a pressão intraocular, a estrutura do nervo óptico e o campo visual do paciente. “É um conjunto de avaliações que permite detectar alterações ainda nas fases iniciais, antes que a perda visual aconteça”, reforça a especialista.
A recomendação médica é clara: pessoas acima dos 40 anos ou com histórico familiar de glaucoma devem realizar exames oftalmológicos regularmente. O cuidado preventivo é a melhor forma de preservar a visão e evitar consequências irreversíveis.
