A prisão de Carlos Eduardo Cândido Buscariollo durante a Operação Dry Fall voltou a colocar o sobrenome Buscariollo no centro de uma investigação de grande repercussão envolvendo tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e organização criminosa.
A operação foi deflagrada no dia 18 de março pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a Polícia Federal e equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de Piracicaba, no estado de São Paulo.
Carlos Eduardo foi preso na cidade de Nova Odessa, no interior paulista, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa apontada como responsável pelo abastecimento interestadual de entorpecentes, circulação de armamento pesado e lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o grupo investigado atuava de forma estruturada em cidades do interior paulista, principalmente em Rio Claro e Araras, além de manter conexões com integrantes de facções criminosas do Rio de Janeiro.
As apurações também indicam que a organização estaria envolvida em disputas violentas por territórios ligados ao tráfico, situação que pode ter relação com homicídios registrados no estado. Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em municípios do interior e da Grande São Paulo, além de cidades nos estados do Paraná e Minas Gerais, incluindo Foz do Iguaçu e João Monlevade.
O sobrenome Buscariollo já havia ganhado notoriedade após a chacina registrada em Icaraíma, em agosto de 2025, quando quatro homens foram assassinados. Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo são apontados como autores do crime e seguem foragidos.
Antônio Buscariollo possui três filhos. Um deles é Paulo Ricardo Buscariollo, que continua foragido ao lado do pai. Outro é Carlos Eduardo Cândido Buscariollo, preso durante a Operação Dry Fall. Já Carlos Henrique Buscariollo, conhecido como “Mamute”, permanece em liberdade.
Na tarde do último dia 19 de maio, o delegado responsável pelas investigações da chacina em Icaraíma encaminhou uma mensagem em grupo de Segurança Pública esclarecendo detalhes sobre a prisão de Carlos Eduardo. Segundo o delegado, a captura não ocorreu por ação direta da Polícia Civil do Paraná, mas durante uma operação conduzida pelas forças de segurança do estado de São Paulo.
O delegado também ressaltou que as investigações relacionadas ao quádruplo homicídio seguem em andamento e continuam sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná.
A defesa da família Buscariollo também se manifestou sobre o caso. Em vídeo enviado à reportagem, o advogado Renan Farah comentou a prisão de Carlos Eduardo e afirmou que a defesa acompanha o andamento das investigações.
As investigações seguem em andamento e novas medidas judiciais não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
