O Governo do Paraná vai adotar uma série de medidas para tentar minimizar os efeitos da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto. As ações foram discutidas ao longo da semana entre representantes da Secretaria da Fazenda, Receita Estadual e outras pastas com o setor produtivo.
Entre as medidas, estão a oferta de crédito por meio da Fomento Paraná e do BRDE, flexibilização de prazos para investimentos já acordados e possibilidade de uso parcial de créditos de ICMS homologados no Siscred para monetização, capital de giro ou como garantia na tomada de recursos. A estimativa de impacto financeiro das ações dependerá da adesão das empresas.
Outra iniciativa é o adiamento do pagamento de parcelas de empréstimos já contratados pelas empresas, dentro das regras do Banco Central. A expectativa é disponibilizar mais de R$ 400 milhões em recursos pelas duas instituições financeiras. O governo também estuda fazer aportes no Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para ampliar a oferta de crédito com juros reduzidos.
O Paraná exporta em média US$ 1,5 bilhão por ano aos Estados Unidos. Até junho deste ano, foram US$ 735 milhões. Os principais produtos enviados são madeira e derivados, mas o estado também exporta máquinas, combustíveis, plásticos, alumínio, açúcar, café, adubos, borracha, medicamentos, móveis, peixes, óleos vegetais, entre outros.
