O julgamento aconteceu no tribunal de Terra Rica, na região de Paranavaí, no norte do Paraná, durante esta quarta-feira (31 de julho), onde Nadiro da Silva de Souza foi condenado a 49 anos, 10 meses e 10 dias de prisão, pelo assassinato da própria filha de apenas 4 anos, no dia 12 de maio de 2023. O julgamento durou aproximadamente 12 horas.
A menina teve as mãos e pés amarrados e foi morta por estrangulamento e asfixia, logo depois teve o corpo jogado nas águas do Rio Paranapanema. Enquanto cometia o crime, de acordo com a assistente de acusação, a advogada Emily Carnevali de Umuarama, o condenado fazia fotos e gravava áudios e enviava para a mãe da menina.
Nadiro foi julgado por vídeoconferência, foi a primeira vez que ele falou sobre o crime. Disse durante o depoimento ao júri, que não sabe explicar o que aconteceu com a cabeça dele, que teria entrado em surto. No entanto, a fala foi contestada pela acusação, que provou que Nadiro planejou o crime e passou horas torturando a criança, no intuito de se vingar da mãe, de quem estava separado dela há um ano.
O crime foi praticado quando ele buscou a menina durante a segunda visita à filha, isso por que ele tinha conseguido na justiça a liberação da visita. Anteriormente a essa decisão, mãe e filha tinham medidas protetivas contra Nadiro, mas diante da ordem de visita, a menina foi levada por ele. De acordo com a advogada, ele não aceitava o fim do relacionamento e cometeu o crime para se vingar dela.
