A Justiça de Umuarama autorizou a transferência do médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, para uma clínica psiquiátrica particular. A decisão substitui a prisão preventiva por internação provisória enquanto o processo segue em andamento.
Gabriel é investigado por atirar dentro do Hospital Cemil, em Umuarama, no último dia 15 de maio. O disparo atingiu de raspão a cabeça de uma paciente de 58 anos, que não sofreu ferimentos graves. Segundo a Polícia Militar, após o crime o médico fugiu do hospital, roubou um veículo e foi preso pouco tempo depois.
Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre 32, munições intactas e cápsulas deflagradas. A arma não possuía registro legal.
De acordo com a defesa, o médico enfrenta um quadro psiquiátrico grave e realizava acompanhamento médico há mais de um ano. Laudos, prontuários e documentos foram apresentados à Justiça para justificar o pedido de internação.
A defesa afirma que o objetivo não era a liberdade irrestrita do investigado, mas garantir atendimento especializado e acompanhamento adequado durante o andamento do processo.
A motivação do ataque ainda é investigada pela Polícia Civil do Paraná. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Paraná instaurou sindicância para apurar a conduta do residente, que também foi desligado do programa de residência médica do hospital.
