A decisão foi da juíza Luciana Mocco, da 2ª Vara Criminal de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que revogou a prisão preventiva de Érika de Souza Vieira Nunes, após uma denúncia por tentativa de estelionato e vilipêndio a cadáver. Ela é acusada de tentar sacar dinheiro de um empréstimo, em uma agência bancária, em nome de Paulo Roberto Braga, seu tio, quando ele já estava morto.
A juíza no entanto, decidiu revogar a prisão por entender que, em liberdade, ela não ameaça a ordem pública, nem a instrução criminal. De acordo com a denúncia do Ministério Público, apesar de o empréstimo de quase R$ 18 mil ter sido contratado por Braga quando ele ainda estava vivo, o dinheiro não poderia ter sido retirado, uma vez que ele já estava morto no momento do saque. O crime não foi consumado porque funcionários do banco perceberam que o cliente já estava morto.
Érika ainda é ré primária e tem residência fixa. Apesar disso, a juíza determinou que Érika compareça ao cartório do juízo mensalmente, informe qualquer alteração de endereço e não se ausente da comarca por prazo superior a sete dias sem autorização judicial.
