O Instituto Água e Terra (IAT) resgatou nesta quinta-feira (16) seis aves silvestres que eram mantidas de forma irregular em uma residência localizada na área rural de Umuarama, no Noroeste do Paraná. A ação ocorreu durante uma fiscalização de rotina realizada pelos técnicos do órgão ambiental.
Durante a vistoria, os fiscais constataram que as aves eram mantidas em cativeiro sem a devida autorização legal e sem as anilhas — pequenos anéis de identificação individual exigidos por lei para criadouros regularizados. Diante da irregularidade, os técnicos apreenderam as gaiolas e os animais, e aplicaram uma multa de R$ 3 mil ao responsável pela residência.
Entre as aves encontradas estavam dois pintassilgos (Spinus magellanicus), dois tico-ticos (Zonotrichia capensis), um trinca-ferro (Saltator similis) e um coleira papa-capim (Dolospingus fringilloides), todas espécies bastante visadas por criadores e traficantes de animais silvestres devido ao canto e ao valor comercial.
As aves foram encaminhadas para avaliação veterinária, onde será verificado o estado de saúde de cada uma e as condições para retorno à natureza. Caso não apresentem condições de soltura imediata, os animais deverão ser encaminhados a criadouros legalizados ou centros de reabilitação.
O IAT reforça que manter aves silvestres em cativeiro sem autorização é crime ambiental, sujeito a multa e detenção, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A população pode ajudar denunciando casos semelhantes por meio dos canais oficiais do órgão ou da Polícia Ambiental.
