O Grupo de Diligências Especiais (GDE) da Polícia Civil de Umuarama prendeu na manhã desta segunda-feira (29) o homem identificado como Daniel Pereira Marques, 34 anos. De acordo com a polícia, ele é acusado de integrar uma quadrilha de traficantes de drogas – investigada e desarticulada em abril de 2017 na Operação Malotes, desencadeada pela Polícia Federal.
Marque estava no Departamento de Trânsito (Detran) quando foi preso. Segundo os policiais que realizaram a prisão do suspeito, contra ele havia um mandado de prisão por tráfico de drogas.
Ele negou qualquer envolvimento com a prática ilícita. Disse que quem praticava o crime de tráfico de drogas seria seu patrão.
Operação Malotes
Um grupo de narcotraficantes especializados em trazer grandes carregamentos de drogas para o Brasil foi alvo da Operação Malote, da Polícia Federal (PF), deflagrada em abril de 2017. Foram cumpridos mais de 80 mandados judiciais em cinco estados.
Sediada em Umuarama, no noroeste do Paraná, a quadrilha tinha ramificações em Mato Grosso do Sul e, segundo a PF, fornecia drogas para São Paulo, Rio de Janeiro e estados da Região Nordeste.
A quadrilha atuava há dois anos, período em que foram apreendidas 39 toneladas de maconha e 160 quilos de cocaína. Ao longo da investigação, em novembro de 2015, a PF também conseguiu fazer, em Porto Camargo, no noroeste do estado, a maior apreensão de maconha já registrada no Brasil. À época 24,5 toneladas foram encontradas às margens do Lago de Itaipu. Os agentes prenderam 21 pessoas.
Durante as investigações, a PF descobriu que o grupo criminoso se comunicava por mensagens trocadas no WhatsApp, e solicitou à Justiça Federal de Umuarama dados dessas conversas. A Justiça autorizou o monitoramento e determinou que o WhatsApp repasse os dados solicitados. Apesar disso, segundo a PF, as ordens judiciais não foram cumpridas e a empresa foi multada diariamente.
Com o apoio da Receita Federal, que identificou o patrimônio da quadrilha, os bens foram bloqueados pela Justiça. No total, 49 equipes da PF participaram da operação, incluindo a Coordenação de Aviação Operacional de Brasília.

