
O tema da nona Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada em Umuarama na manhã desta terça-feira (18), define a atenção do município com este público-alvo: ‘Situação dos direitos humanos de crianças e adolescentes em tempos de pandemia da covid-19: violações e vulnerabilidades, ações necessárias para reparação e garantia de políticas de proteção integral, com respeito à diversidade’.
A realização do evento é uma parceria entre o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e a Secretaria Municipal de Assistência Social, com o objetivo principal de manter as discussões a respeito das políticas públicas destinadas a crianças e adolescentes. “É muito importante saber que estamos todos aqui reunidos com um propósito comum de analisarmos os efeitos que a pandemia de coronavírus trouxe para a vida das crianças, adolescentes e de suas famílias. Com a discussão e compartilhamento de conhecimento, temos como construir propostas de ações para garantir seus direitos no contexto pandêmico e pós-pandemia”, pontuou a secretária Adnetra Vieira dos Prazeres Santana.
O prefeito de Umuarama, Hermes Pimentel, que está em viagem a Curitiba, enviou uma mensagem aos participantes. “A realização de uma conferência mantém acesa a mobilização de pessoas e instituições para conquistar recursos para a melhoria da realidade da vida das pessoas. Esse trabalho que cada um de vocês realiza todos os dias é muito importante, não só para nossa Secretaria de Assistência Social, quanto para o Conselho, que sabe agir para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes da nossa cidade. Tenham sempre certeza de as portas estarão sempre abertas para a realização de projetos e programas que tenham esse objetivo de cuidar das pessoas que mais precisam”, declarou.
O presidente do CMDCA, Ivo Galdino da Silva, abriu a conferência relatando que promoveu bate-papos com alunos e participantes do Centro da Juventude (Ceju), da Aram (Guarda Mirim), da Casa da Paz, da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e da Assumu (Associação dos Surdos de Umuarama), como forma de garantir que suas ideias e experiências pudessem ser apresentadas e valorizadas nas tomadas de decisão do grupo.
A promotora de Justiça da Vara da Infância e Juventude, Fernanda Bertoncini Menezes, relatou que houve um aumento significativo nas demandas apresentadas à Promotoria. “Neste período de pandemia – e também no ‘pós-pandemia’ –, houve um agravamento de casos de violência, de denúncias que exigem atenção total de todos da Rede de Proteção no cuidado da saúde mental e psicológica de nossas crianças e adolescentes. Também tivemos um grande aumento nos casos de pedidos de tutela, já que muitas crianças perderam pais e mães, que faleceram de covid-19”, contou.
A assistente social e mestre em educação Susana Medeiros Dal Molin e a pedagoga, psicopedagoga e especialista em gestão social e políticas públicas Paula Bortolozo Boaventura apresentaram palestras referentes aos temas do evento, que contou ainda com a participação do chefe do Escritório Regional da Sejuf (Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho) Francisco José Bochi e do psicólogo da Defensoria Pública do Estado do Paraná em Umuarama, Clodoaldo Porto Filho.
