Dono da Ultrafarma é preso em operação que desmonta esquema bilionário de corrupção em São Paulo

A ação, denominada Operação Ícaro, foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC).

Por Redação
12/08/2025 09:57
Atualizado há 1 ano ago

Sidney Oliveira, proprietário da rede de farmácias Ultrafarma e natural de Umuarama, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga um complexo esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do estado.

De acordo com as informações da nota do Ministério Público, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) e com apoio da Polícia Militar, o MP deflagrou a Operação Ícaro, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários lotados no Departamento de Fiscalização da Secretaria De Estado da Fazenda.

A investigação conduzida pelo GEDEC identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária, incluindo o de um fiscal de tributos estadual, apontado como o principal operador do esquema, e os de dois empresários, sócios de empresas beneficiadas com decisões fiscais irregulares. Foram detidos Mario Otávio Gomes, diretor estatutário e sócio do grupo Fast Shop, e Artur Gomes da Silva Neto, fiscal estadual apontado como principal articulador do esquema criminoso.

Além das prisões, os agentes dão cumprimento a diversos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos alvos e nas sedes das empresas investigadas.

De acordo com a apuração, o fiscal utilizava manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe. Constatou-se também que o fiscal já recebeu, até este momento, mais de R$ 1 bilhão em propina.

A operação é fruto de meses de trabalho investigativo, com análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento.

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