O Núcleo Regional do Gaeco de Umuarama prendeu nesta terça-feira (16) Danilo Lopes Bezerra, conhecido como “Dodô”, apontado pelas investigações como líder de uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro na região de Umuarama.
Segundo o Ministério Público do Paraná, a prisão é um desdobramento da Operação Rové, deflagrada em maio deste ano. As investigações indicam que o grupo movimentava elevados valores financeiros e mantinha uma estrutura voltada ao tráfico de entorpecentes e armamentos.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, Danilo não teria conhecimento da existência do mandado de prisão contra ele, que tramitava sob sigilo judicial. Após diversas ações de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, ele decidiu comparecer espontaneamente à sede do Gaeco para verificar o motivo das diligências. Ao se identificar no local, os agentes confirmaram a ordem judicial e efetuaram a prisão.
Após a detenção de Danilo, as equipes passaram a monitorar pessoas ligadas ao investigado. Entre elas estava Márcio Inocêncio Costa, de 32 anos, que teria levado Danilo até a sede do Gaeco.
Segundo as investigações, ao perceber que Danilo havia sido preso, Márcio deixou o local. Pouco depois, durante uma abordagem realizada por policiais militares do 25º Batalhão, ele foi interceptado enquanto conduzia um Jeep branco.
Durante a revista, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros portada de forma irregular. Também foi constatado que o veículo apresentava sinais identificadores adulterados. Conforme apurado, a arma apreendida será periciada e pode ter ligação com crimes registrados recentemente em Umuarama.
Márcio foi preso em flagrante e encaminhado para os procedimentos legais.
A Operação Rové foi deflagrada em 16 de maio e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços de Umuarama. Na ocasião, a Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de veículos e a indisponibilidade de imóveis supostamente adquiridos com recursos provenientes das atividades criminosas.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo e sua possível participação em outros crimes na região.


