
Ao completar um ano, o bebê ganhou uma festa de aniversário organizada pelos funcionários do hospital e teve direito ao primeiro banho de Sol, que durou cerca de 20 minutos. Foi necessário um planejamento de várias semanas para que o menino seguisse respirando fora da UTI, graças a um aparelho móvel.
O carinho dos funcionários do Cemil chamou a atenção e comoveu o Paraná depois que a festinha foi divulgada pela imprensa. Daniel nasceu prematuro no dia 8 de fevereiro de 2018, em Cianorte. No parto, teve uma anóxia neonatal, ou seja, sofreu com falta de oxigenação nas células.
O problema acabou afetando os sistemas neurológico e respiratório do bebê. Devido à gravidade do caso, o pequeno acabou sendo transferido para o Cemil. Desde então, seguia internado e monitorado o tempo todo por uma equipe multidisciplinar formada por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais da área da saúde.
Daniel respirava com o auxílio de aparelhos e se alimentava por uma sonda, em um caso raro e delicado, conforme a equipe médica coordenada pela doutora Gabriela Frederico. No entanto, isso não impediu que o “super homem”, como ficou conhecido carinhosamente, batalhasse para completar mais um ano de vida.
“Já estávamos preparando a festinha do segundo aniversário. O tema estava definido”, disse, emocionada, a gerente de enfermagem Mayara Piassa. “Sabíamos que uma hora o Dani nos deixaria. Estamos todos muito tristes, porque ele passou a fazer parte das nossas vidas de uma maneira muito especial”.
Em quase 40 anos de existência do Cemil, o pequeno Daniel foi o paciente que esteve há mais tempo internado no hospital, de acordo com o diretor-superintendente João Jorge Hellú. “Sentimos muito essa partida, mesmo sabendo que ela poderia ocorrer a qualquer momento. O Dani ensinou muito para todos nós, inclusive nós médicos. Ele foi um guerreiro”.
A médica Gabriela Frederico, coordenadora da UTI Neonatal, fez um agradecimento emocionado à comunidade que, sempre que acionada, ajudou o Cemil com pequenas, mas importantes doações. O hospital nunca mediu esforços para que Daniel tivesse o melhor tratamento, conforme relatou a família.
O velório do menino será em Tuneiras do Oeste, onde a mãe, os avós e os tios residem. Todos trabalham na roça e recebem muito pouco.
(Com informações do G1 Noroeste)
