
O prefeito Celso Pozzobom reuniu-se na tarde desta quarta-feira, 8, com a Associação dos Ministros Evangélicos de Umuarama (AME), Conselho de Pestores e pastores convidados para discutir as medidas de contenção ao avanço do coronavírus na cidade. Por conta das restrições a aglomerações, as igrejas estão impossibilitadas de realizar cultos, missas e outras celebrações, bem como reuniões de fiéis.
Diversas igrejas têm realizado cultos e celebrações com transmissão online, pela internet ou TVs com sinal aberto na cidade, e por enquanto este deve ser o tipo de contato entre os ministros e os fiéis. O governo do Estado atualizou o decreto 4.388/2020 com a determinação de que as atividades religiosas de qualquer natureza estão permitidas apenas por meio de aconselhamento individual, a fim de evitar aglomerações.
A medida não restringe a abertura de igrejas e templos, mas recomenda a adoção de meios virtuais nos casos de reunião coletiva. Os atos religiosos, determina o decreto, devem seguir as orientações da Secretaria de Estado da Saúde e do Ministério da Saúde.
“Entendemos a preocupação dos pastores com a comunidade, mas a situação ainda não permite a reabertura dos templos. Umuarama tem um número crescente de casos suspeitos do coronavírus – hoje são 153, com 78 pessoas em acompanhamento domiciliar e cinco internados (quatro deles em UTI) – e temos acompanhando com muito critério a evolução do quadro para tomar decisões”, disse o prefeito Celso Pozzobom.
O prefeito lembrou que as atividades econômicas estão sendo liberadas de forma gradativa com a preocupação de evitar aglomeração e com uma série de cuidados que devem ser observados. Mas ao mesmo tempo em que o município autoriza alguns setores, tem adotado medidas restritivas para segurar a circulação de pessoas, como o toque de recolher.
“Os cultos religiosos são muito importantes, especialmente porque as preocupações com a pandemia mexem com o lado emocional das pessoas. Mas as aglomerações aumentariam o risco de disseminação rápida da Covid-19 e nossa rede hospitalar não tem condições de suportar um aumento repentino no número de pacientes. Muitos necessitarão de tratamento intensivo, respiradores e uma estrutura que infelizmente não temos”, lamentou
Pozzobom disse que o município vai manter o diálogo com as igrejas e demais setores da sociedade e, na medida do avanço dos casos e do comportamento da população, adequar as ações de enfrentamento da contaminação, sempre considerando as orientações do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e do Centro de Operações de Enfrentamento ao Novo Coronavirus (COE) do município.
