Com expectativa de atingir 537 mil toneladas, plantio da segunda safra de feijão está encerrado

Por Redação
25/03/2022 11:20
Atualizado há 5 anos ago
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O plantio dos 272 mil hectares da segunda safra de feijão já está encerrado e a cultura se desenvolve de forma satisfatória em campo, o que leva à expectativa de colheita de 537 mil toneladas. No entanto, março é entressafra, por isso o preço teve elevação nos últimos dias. A variação tem como causa fatores climáticos descritos no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 18 a 24 de março. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

No período de 14 a 18 de março, o produtor recebeu, em média, R$ 302,00/sc de 60 kg de feijão de cor, aumento de 10% em comparação à semana passada. Já o feijão preto foi comercializado a R$ 286,00/sc 60 kg, com aumento de 3% diante da semana anterior. Na opinião dos corretores e cerealistas, estes preços deverão se manter até a entrada da nova safra, apesar da dificuldade de repassar ao varejo, uma vez que o consumo está em baixa.

As chuvas mais frequentes na última semana também provocaram diminuição no ritmo de colheita da mandioca. Ela já vinha um pouco lenta pelo baixo teor de amido, resultado do período de estiagem no verão. Diante deste cenário, a disputa por matéria-prima entre as fecularias e farinheiras está acirrada e algumas precisam buscar o produto em regiões mais distantes.

SOJA E MILHO – O boletim registra que a colheita da soja já se encaminha para o final no Paraná. Até o momento, aproximadamente 4,24 milhões de hectares foram colhidos, o que representa 75% do total semeado. É o mesmo percentual que tinha sido registrado no mesmo período do ano passado.

Já o plantio do milho de segunda safra deve se encerrar nos próximos dias no Estado. As últimas atualizações apontam 94% (2,48 milhões de hectares) da área estimada para a safra já semeada. No mesmo período do ano passado, quando o plantio foi prejudicado pelo atraso na colheita do milho, o percentual estava em 89%.

AVEIA E LEITE – A área de aveia no Paraná é limitada pelas alternativas de inverno, especialmente trigo e a segunda safra de milho. Atualmente, colhe-se uma área de 4,2 milhões de hectares de grãos no outono/inverno e 6,2 milhões de hectares no verão. Os 2 milhões de diferença são majoritariamente ocupados por aveia, destinada principalmente para alimentação animal e adubação verde.

O documento preparado pelos técnicos do Deral trata também dos lácteos paranaenses. Os dados apontam para uma exportação, nos dois primeiros meses deste ano, de 68% a mais que o volume entregue em igual período do ano passado, subindo de 4.721 toneladas para 7.933 toneladas. A expansão se deve, principalmente, ao maior volume de leite em pó.

OVOS E AVICULTURA – O boletim analisa, ainda, os dados divulgados pelo IBGE sobre a produção de ovos em 2021. O Paraná ficou na segunda colocação total, com 358,279 milhões de dúzias e participação de 9% na produção nacional. Se considerar apenas os ovos para consumo humano e indústria, o Estado é o oitavo produtor, com 165,891 milhões de dúzias.

Em fevereiro deste ano, o custo de produção do frango, no Paraná, subiu 3,1% sobre o mês anterior, o que representa R$ 5,68 contra R$ 5,51 para produzir um quilo do produto em aviário tipo climatizado em pressão positiva. A alimentação é o principal item de elevação, com peso de 76,69% no custo.

HORTALIÇAS – Nos últimos meses, algumas hortaliças tiveram aumento de até 100% nos preços para os consumidores. Entre as hortaliças que sofreram maior alta no Paraná estão cenoura, chuchu e repolho. Esses itens dobraram de preço entre janeiro e fevereiro. Nesses meses, a Região Sul do País sofreu com a falta de chuva, o que prejudicou o desenvolvimento das plantas. Já em março, foi o excesso de precipitações que fez com que as perdas no campo se avolumassem.

No Paraná, algumas regiões produtoras de couve-flor e repolho ainda foram atingidas por queda de granizo. A menor oferta dos produtos provocou aumento dos preços nas prateleiras. No caso da cenoura, os principais estados produtores são Minas Gerais e Bahia. Todos tiveram excesso de chuva no início do ano, provocando redução na produção, que se refletiu nos valores de mercado.

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