40 professores de escolas estaduais de Umuarama, pertencente ao Núcleo Regional de Educação foram até a capital do estado e participam de ato de greve em Curitiba nesta manhã (03). Ele estão mobilizados em frente a Universidade Federal do Paraná com outros grupos de professores. Em Umuarama, há professores mobilizados também em frente as instituições, e concentrados na sede da APP Sindicato.
De acordo com a APP Sindicato de Umuarama, os pais estão sendo orientados nas portas dos colégios. Não há previsão para encerrar a greve.
Apesar do Tribunal de Justiça do Paraná ter divulgado que suspendeu a greve dos professores marcada para começar hoje, o grupo segue em mobilização. A decisão é da desembargadora Dilmari Helena Kessler informando que o sindicato está impedido de realizar qualquer movimento grevista até que apresente um plano de manutenção das atividades educacionais, sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A ação cível pedindo a suspensão do movimento foi ajuizada pela Procuradoria-Geral do Estado. “Essa decisão reflete a ilegalidade da greve e que o Estado do Paraná vai continuar entregando a melhor educação deste País”, afirma o procurador-geral do Estado, Luciano Borges.
Segundo o Sindicato, a greve está seguindo todos os requisitos legais, além de ser um direito garantido por lei. O movimento teve início após a apresentação de um projeto de lei que prevê à iniciativa privada de pelo menos 200 escolas no Paraná, por meio do programa “Parceiro da Escola”. Com a proposta, a ideia é que “diretores e gestores concentrem esforços na melhoria da qualidade educacional”.
Em contato com o Núcleo Regional de Educação de Umuarama, eles informaram que estão fazendo os levantamentos de possíveis faltas de professores nas escolas. A orientação, de acordo com o Núcleo é levar os filhos às aulas de forma normal, para que não haja prejuízo ao andamento regular do aprendizado. Uma estrutura com apoio tecnológico foi criada para garantir o atendimento aos estudantes e manter o cronograma de aulas.
