Censo revela: mulheres estão tendo menos filhos e cada vez mais tarde

Os dados mostram ainda um crescimento expressivo no número de mulheres que chegam ao fim do período fértil sem ter filhos.

Por Redação
27/06/2025 11:24
Atualizado há 1 ano ago
Foto: Rodrigo nunes/ASCOM-MS
Foto: Rodrigo nunes/ASCOM-MS

O Censo Demográfico 2022, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo IBGE, confirmou a tendência que há décadas se desenha no Brasil: as mulheres estão tendo menos filhos e adiando cada vez mais a maternidade. Os dados mostram ainda um crescimento expressivo no número de mulheres que chegam ao fim do período fértil sem ter filhos.

Em 1960, a média nacional era de 6,28 filhos por mulher. Hoje, a Taxa de Fecundidade Total (TFT) caiu para 1,55 — bem abaixo da taxa de reposição populacional, de 2,1 filhos por mulher. No recorte regional, a Região Sul se destaca por já ter, desde 2010, a maior concentração de nascimentos entre mulheres de 25 a 29 anos, tendência que se consolidou em 2022.

No mesmo período, aumentou o percentual de mulheres que passaram pela fase reprodutiva sem ter filhos. Na faixa dos 50 a 59 anos, esse índice saltou de 10% em 2000 para 16,1% em 2022. No Sul, o Rio Grande do Sul aparece entre os estados com menor número médio de filhos: 2,0 por mulher, atrás apenas do Rio de Janeiro (1,8) e ao lado de São Paulo e Distrito Federal.

O levantamento também apontou que a idade média para ter filhos subiu em todo o país. Em 2022, a média nacional ficou em 27,3 anos, com o Distrito Federal atingindo a maior idade média de fecundidade (29,3 anos) e o Pará, a menor (26,8 anos).

Outro dado importante diz respeito às diferenças por raça e cor. A menor taxa de fecundidade foi observada entre mulheres amarelas (1,22) e brancas (1,35). Entre as mulheres pardas, a taxa ficou em 1,68 e, entre as pretas, 1,59. Apenas a população indígena apresentou taxa acima do nível de reposição: 2,84 filhos por mulher.

Com números que reforçam o envelhecimento da população e a diminuição de nascimentos, o país vê o perfil demográfico se transformar rapidamente, o que deve impactar políticas públicas nas áreas de saúde, previdência e educação nos próximos anos.

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