
O Hemonúcleo de Umuarama recebeu um reforço importante. Desde o último dia 30, atiradores do Tiro de Guerra 05.012 estão realizando doações para abastecer o banco de sangue, responsável por suprir a demanda da cidade e de vários municípios da região. Segundo o subtenente Finamor, 36 jovens que prestam o serviço militar obrigatório neste ano já realizaram doações nas duas últimas semanas.
“Diante da necessidade do Hemonúcleo, por conta da queda nas doações e da alta demanda, fizemos um levantamento entre os 150 atiradores e pouco mais de 50 se voluntariaram. Desde então eles tem ido doar sangue em pequenos grupos, de acordo com a capacidade de atendimento da unidade”, explicou o subtenente.
O Exército Brasileiro tradicionalmente realiza campanhas de doação no segundo semestre, mas neste ano a ação foi antecipada por conta do quadro de saúde no país, com o aumento da demanda por conta da alta incidência de dengue registrada em Umuarama e agora com a pandemia de coronavírus, que tem afastado muitos doadores.
O Tiro de Guerra tem parceria com o município e o prefeito Celso Pozzobom é o atual diretor de honra. “O TG é muito requisitado quando há queda nas doações ou quando surge alguma carência especial e nossos atiradores estão sempre engajados no atendimento às necessidades da população”, completou Finamor.
Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, a pandemia do coronavírus atingiu o volume de doações de sangue em todo o Paraná e os estoques estão baixos. A média em uma quinta-feira é de 677 coletas em todo o Estado, índice que caiu para 547 nesse dia da semana passada. O estoque dos bancos de sangue do Paraná costuma durar em média 10 dias, quantidade considerada “ideal”.
Atualmente, em decorrência da redução das doações, o estoque caiu para 2 a 3 dias – quer dizer que se ninguém doar na segunda-feira, na quinta-feira não haverá mais estoque. A principal carência é em relação às plaquetas. “Toda pessoa saudável fora do grupo de risco pode doar normalmente. O volume coletado de sangue não deixa o corpo mais suscetível a doenças. Sempre alguém necessitará de uma cirurgia de urgência e, nesses casos, ter estoque de sangue é essencial. É mais uma medida de solidariedade”, destaca Liana Andrade Labres de Souza, diretora da rede Hemepar.
