A Polícia Civil do Paraná voltou a se manifestar sobre as investigações da chacina que deixou quatro pessoas mortas na zona rural de Icaraíma, em agosto de 2025. Em nota divulgada nesta quarta-feira (17), a corporação reafirmou que, até o momento, não existem elementos probatórios que indiquem a prática de tortura contra as vítimas.
O posicionamento ocorre após questionamentos levantados pela defesa de familiares das vítimas, que apontaram novas fotografias periciais anexadas ao processo. Em uma das imagens, uma das vítimas aparece com uma corda vermelha amarrada nas pernas, o que motivou pedidos de reavaliação de alguns aspectos da investigação.
Segundo a Polícia Civil, os laudos periciais apontam que as quatro vítimas sofreram múltiplas lesões provocadas por disparos de arma de fogo, inclusive na região da cabeça e da orelha. A corporação sustenta que os elementos técnicos indicam que as mortes ocorreram de forma instantânea, devido aos locais atingidos pelos tiros, afastando a hipótese de manutenção em cativeiro, sequestro ou tortura antes dos homicídios.
A nota destaca ainda que não há fatos novos capazes de modificar as informações já divulgadas oficialmente e que a investigação segue em andamento sob sigilo para preservar a coleta de provas.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 5 de agosto de 2025, na zona rural de Icaraíma. As investigações apontam que as quatro vítimas foram mortas em uma emboscada planejada e, posteriormente, tiveram os corpos e o veículo ocultados.
O caso ficou conhecido como a “Chacina de Icaraíma” e tem como principal alvo das investigações integrantes da família Buscariollo. Parte dos suspeitos foi presa durante as operações policiais, enquanto outros investigados continuam foragidos.
Paralelamente ao inquérito criminal, a Justiça também analisa pedidos relacionados ao bloqueio e desbloqueio de bens ligados aos investigados. A Polícia Civil afirma que continua reunindo provas e realizando diligências para esclarecer completamente a participação de todos os envolvidos no crime.
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