PMs são investigados por participação direta em contrabando, diz Gaeco

Ainda conforme apurado, os investigados atuariam dando suporte logístico ao transporte das mercadorias ilícitas

Por Redação
25/03/2026 14:49
Atualizado há 6 meses ago

Uma operação de grande porte deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) mobilizou forças de segurança em cidades da região de Umuarama. Coordenada pelo Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Aliança investiga a suposta atuação de policiais militares em um esquema criminoso.

A ação foi realizada pelo Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Polícia Federal, a Corregedoria da Polícia Militar e o 25º Batalhão da Polícia Militar de Umuarama.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados judiciais nas cidades de Umuarama, Iporã e Icaraíma. As ordens incluíram buscas em residências e também em dependências militares, como alojamentos e armários funcionais de unidades da Polícia Militar.

De acordo com as investigações, os policiais militares suspeitos integrariam uma organização criminosa voltada à prática de contrabando e descaminho em larga escala. O esquema envolveria principalmente a entrada irregular de aparelhos celulares (smartphones) e cigarros eletrônicos no país.

Ainda conforme apurado, os investigados atuariam dando suporte logístico ao transporte das mercadorias ilícitas e à internalização dos produtos. Em alguns casos, segundo o Gaeco, os próprios policiais participariam diretamente das ações criminosas.

As diligências ocorreram na 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), no 25º Batalhão da Polícia Militar de Umuarama e no destacamento da PM em Icaraíma, com o objetivo de reunir provas relacionadas às investigações.

Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por suspeita de obstrução de Justiça. Além disso, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações que passarão por perícia. Também foram recolhidos fardamentos, armamentos — tanto institucionais quanto particulares — e outros equipamentos operacionais utilizados pelos investigados.

Em nota oficial, a Prefeitura de Umuarama informou que não é alvo da investigação. O município esclareceu que a ação realizada em um órgão público teve caráter pontual, apenas para localizar documentos pessoais de um dos investigados, que atua na Defesa Civil. A administração municipal destacou ainda que acompanha o caso e poderá adotar medidas administrativas conforme o andamento das apurações.

Entre os alvos da operação estão policiais da ativa e da reserva, além de um servidor ligado à Defesa Civil. Foram identificados:

  • Clemente Galvão de Almeida, da reserva, que atua na Defesa Civil de Umuarama;
  • Soldado Tiago Franceschetti Bellio, integrante do BPFron, em Umuarama;
  • Everton de Oliveira Souza, do setor de trânsito de Umuarama;
  • Dário Fernando, com atuação em Icaraíma;
  • Geneci da Silva Lage, policial da reserva, de Iporã.

O caso segue sob sigilo judicial, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

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