A defesa da família Buscariollo divulgou nota nesta segunda-feira (15) após a localização da caminhonete Fiat Toro branca utilizada pelos quatro homens desaparecidos em Icaraíma (PR). O advogado Renan Farah reforçou que o fato de o veículo estar enterrado em local de difícil acesso comprova que os investigados não têm ligação com o crime.
Segundo a nota, Antônio Buscariollo, apontado como suspeito, é idoso e não teria condições físicas de enterrar um veículo de grande porte. A defesa afirma ainda que os verdadeiros responsáveis pelo desaparecimento são os mesmos que vêm ameaçando de morte os Buscariollos e o próprio advogado.
O caso
As buscas em Icaraíma completaram 39 dias neste domingo (14) sem respostas sobre o paradeiro de Rafael Juliano Marascalche (43), Diego Henrique Afonso (39), Robishley Hirnani de Oliveira (53) e Alencar Gonçalves de Souza, desaparecidos desde 5 de agosto. O grupo saiu de São José do Rio Preto (SP) para cobrar uma dívida de R$ 250 mil referente à venda de uma propriedade rural.
Na sexta-feira (12), a Polícia Ambiental encontrou a Fiat Toro branca enterrada em uma área de mata, em Vila Rica do Ivaí. O veículo apresentava marcas de disparos de armas de fogo e vestígios que reforçam a hipótese de execução dentro do carro, mas nenhum corpo foi localizado. No mesmo fim de semana, a Polícia Civil apreendeu outro veículo, um Fiat Strada branco com placas adulteradas, e prendeu um homem de 31 anos em flagrante.
A Polícia Civil confirmou ainda a localização de projéteis calibre 9 mm próximos ao local onde a caminhonete foi encontrada e não descarta que os corpos possam estar escondidos em outros bunkers na região.
A Justiça decretou a prisão de Antônio Buscariollo e de seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, que seguem foragidos. Ambos negam participação no caso por meio da defesa.
Apesar dos avanços, o mistério permanece: veículos foram localizados e apreendidos, disparos confirmados, mas os corpos das vítimas ainda não foram encontrados.
