O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) adiou o julgamento do recurso apresentado pelo Partido Novo que tenta reverter a cassação do mandato do vereador Lucas Grau, de Umuarama. A análise, inicialmente prevista para esta quarta-feira (20) em sessão virtual, foi retirada de pauta após pedidos de sustentação oral feitos pela defesa do parlamentar e pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), autor da ação.
Com isso, o julgamento foi remarcado para o dia 3 de setembro, de forma presencial. O processo envolve a acusação de fraude na cota de gênero, que determina o mínimo de 30% de candidaturas femininas nas eleições municipais.
O recurso do Novo e dos recorrentes Juliana Clara Mônico e Lucas Grau busca reverter a decisão da juíza Sandra Lustoza, da 89ª Zona Eleitoral de Umuarama, que entendeu que houve uma candidatura fictícia para preencher a cota legal. A Procuradoria-Geral Eleitoral também se posicionou contra o recurso, reforçando que houve simulação na chapa.
Enquanto o caso não é definido, Lucas Grau segue exercendo o mandato. Ele obteve 1.906 votos nas últimas eleições e, em suas redes sociais, tem classificado a cassação como “fake news”, reafirmando confiança na Justiça.
O advogado do PSB, Rafael Marchiani Paião, afirmou que espera a confirmação da sentença de primeira instância pelo TRE. Caso a cassação seja confirmada, a defesa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
