Mais de 100 pessoas vestidas de branco desceram a Avenida Paraná, em Umuarama, no início da tarde desta terça-feira (22), em um ato de mobilização e conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A Caminhada Contra o Feminicídio, que teve início na Praça Miguel Rossafa, marcou o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio e reuniu representantes de diferentes setores da sociedade, incluindo autoridades, policiais civis e militares, lideranças comunitárias e população em geral.
A ação teve como objetivo dar visibilidade a um dos crimes mais brutais e recorrentes no país: o feminicídio. A escolha da cor branca simbolizou a paz e o clamor por justiça, além de homenagear todas as mulheres que perderam a vida em decorrência da violência de gênero. O lema que ecoou pelas ruas foi claro: “Nenhuma a menos.”
Durante a caminhada, participantes carregaram faixas e cartazes com mensagens de apoio às vítimas e pedidos por mais proteção, políticas públicas efetivas e punições rigorosas aos agressores.
Segundo dados divulgados pela ONU em 2024, mais de 60% dos homicídios de mulheres são cometidos por pessoas do próprio círculo de convivência — o que reforça a urgência de ações permanentes de prevenção, acolhimento e educação.
A mobilização desta terça-feira foi promovida pelo Governo do Estado e aconteceu simultaneamente em Curitiba e outras 180 cidades paranaenses, com a participação de mulheres e homens de todas as idades. O aspecto mais destacado pelas autoridades foi a importância da denúncia da violência. Muitas vítimas ainda sofrem em silêncio por medo, vergonha ou falta de apoio. Reforçar os canais de denúncia e acolhimento é fundamental para quebrar esse ciclo.
Em Umuarama, o ato também serviu como um gesto coletivo de solidariedade e esperança. Um lembrete de que cada passo dado pelas ruas pode representar um passo em direção a uma sociedade mais segura, igualitária e livre de violência.
