O Tribunal do Júri de Alto Piquiri, no Noroeste do Paraná, condenou nesta semana a 39 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, o homem de 27 anos responsável por matar a ex-companheira com 21 golpes de faca e tentar tirar a vida de um amigo dela. O réu foi julgado por feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de tentativa de homicídio com as mesmas qualificadoras.
O crime aconteceu no início da noite de 24 de maio de 2024, em plena via pública, no centro da cidade. Câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor invadiu a casa da vítima, que havia acabado de chegar do trabalho, e a forçou a sair para a rua. Ao tentar fugir, a mulher foi alcançada e brutalmente esfaqueada na frente de testemunhas. A motivação, segundo o Ministério Público, foi o ciúmes e a não aceitação do fim do relacionamento.
A vítima, Ana Carolina da Silva Cardoso, de 25 anos, chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois no hospital. Ela deixou duas filhas, de 2 e 11 anos. No momento do crime, Ana Carolina estava protegida por medidas protetivas de urgência e havia um mandado de prisão em aberto contra o agressor por descumprimento dessas ordens, expedido justamente no dia do ataque.
Durante o ataque, um amigo da vítima tentou intervir, mas também foi alvo do agressor. Ele conseguiu se esquivar do golpe e escapou com vida. Por esse ato, o réu também foi condenado por tentativa de homicídio.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o condenado pague R$ 100 mil de indenização à família da vítima e R$ 5 mil ao homem que tentou socorrê-la. O réu, que estava preso preventivamente desde a manhã seguinte ao crime, seguirá detido, sem direito de recorrer em liberdade.
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O assassinato de Ana Carolina causou comoção em Alto Piquiri e região. O crime aconteceu em uma sexta-feira, no fim do expediente, e logo as imagens do ataque começaram a circular pelas redes sociais, aumentando a revolta da população. Ana Carolina foi morta após sair do trabalho, em frente à sua casa, onde estava acompanhada de um amigo.
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Dias após o crime, o Programa do Tatu, da RedeTV Mais, teve acesso com exclusividade ao depoimento do acusado. Na gravação, ele alegou que não aceitava o fim do relacionamento e acreditava que a vítima estava com outro homem. Em tom frio, confessou o crime, dizendo que “perdeu o controle” e que “matou na hora da raiva”. A declaração gerou ainda mais indignação entre os moradores da cidade.
O caso teve grande repercussão nas redes sociais e foi tema de manifestações contra a violência doméstica. Amigos, familiares e moradores da cidade se reuniram em vigília na Praça Central de Alto Piquiri, pedindo justiça por Ana Carolina e mais ações de proteção às mulheres em situação de risco na época.
O Ministério Público, além da denúncia formal, acompanhou de perto os desdobramentos do caso, oferecendo suporte psicológico e jurídico à família da vítima. A condenação desta semana é vista como uma resposta firme da Justiça a um crime brutal que chocou toda a região.
