Uma licitação da Prefeitura de Douradina, no Noroeste do Paraná, virou alvo de polêmica e contestação formal. O certame, no valor de R$ 216.482,24, previa a contratação de uma empresa para prestação de serviços de filmagem, fotografia, produção de vídeos institucionais e cobertura de eventos ao longo de 2025.
O ponto que mais chamou atenção foi o valor previsto para produção de um vídeo institucional, que poderia custar até R$ 2.713,97 por hora de gravação, somando mais de R$ 54 mil por apenas 20 horas de conteúdo.
Diante da repercussão, o Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná protocolou uma impugnação, apontando que a modalidade de licitação adotada — pelo critério de menor preço — fere a legislação vigente. Segundo o sindicato, esse tipo de serviço deve ser contratado por meio de “melhor técnica” ou “técnica e preço”, devido ao seu caráter intelectual e criativo.
A prefeitura de Douradina suspendeu a sessão pública da licitação, prevista para o dia 9 de julho, e publicou um aviso informando que a decisão foi tomada para analisar a impugnação recebida.
Moradores e órgãos de controle agora acompanham o caso de perto, questionando as prioridades orçamentárias do município, que, segundo o último Censo do IBGE, possui pouco mais de 9 mil habitantes. A expectativa é de que a comissão de licitação apresente uma nova decisão nos próximos dias.
O episódio reacendeu o debate sobre transparência nos gastos públicos e critérios técnicos na contratação de serviços de comunicação por prefeituras do interior.
