A história de Eliseu Martins, de 48 anos, é daquelas que emocionam e renovam a fé. Presbítero da Igreja Assembleia de Deus da Praça dos Xetás, Eliseu viveu dias difíceis após um grave acidente em uma chácara na estrada Monte Sião, no dia 26 de março deste ano, em Umuarama.
Ele e a filha, Nicolly Santos, de 22 anos, estavam em uma rede quando o pilar que a sustentava cedeu, causando o acidente. Eliseu sofreu ferimentos gravíssimos e precisou ser encaminhado às pressas para o hospital em Umuarama, onde passou pela primeira cirurgia de emergência. Diante da gravidade, a família se mobilizou e, com ajuda de autoridades, conseguiu a transferência para um hospital em Maringá, onde ele permaneceu 46 dias na UTI, sendo necessário ser submetido a uma segunda cirurgia.
Logo após o procedimento cirúrgico, Eliseu enfrentou complicações severas, como uma embolia pulmonar e uma pneumonia grave. Em determinado momento, os médicos chegaram a chamar os familiares para se despedirem, alertando sobre a gravidade do quadro. Mas, mesmo diante dos prognósticos desfavoráveis, a esposa, Elisangela Santos, não perdeu a fé. Ao lado das três filhas, de 25 e 18, além de Nicolly, familiares, amigos, membros da igreja e de toda a comunidade, ela se manteve firme em oração.
A corrente de fé e esperança tomou conta da cidade e, aos poucos, Eliseu começou a reagir. Os médicos, surpresos, diziam que sua recuperação era um verdadeiro milagre. Após 49 dias hospitalizado — sendo 46 deles na UTI —, Eliseu recebeu alta no último dia 14 de maio e pôde voltar para casa.
A chegada foi marcada por uma emocionante homenagem de familiares, amigos e colegas da igreja, que celebraram sua vida e a vitória diante das adversidades. Hoje, Eliseu está acamado, precisando de fisioterapia e reabilitação, mas com o coração fortalecido e cercado pelo amor da família e da comunidade.
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A filha Nicolly, que também sofreu no acidente com uma fratura na bacia, não precisou de cirurgia. Após um período acamada, já consegue caminhar com auxílio de um andador e segue em recuperação.
Para a família Martins, a fé foi a força que sustentou cada dia de luta. E, como ressaltou Elisangela, as promessas de Deus continuam firmes na vida deles.
