Em pouco menos de um mês, a Polícia Científica do Paraná (PCP) concluiu a análise de uma substância análoga a cocaína apreendida em Cascavel, no Oeste do Estado, durante uma operação da Polícia Civil (PCPR). Foram apreendidos 77 pinos de uma droga de cor rosa, o que levantou a suspeita dos policiais de se tratar de “cocaína rosa”.
Segundo a análise da Seção de Química Forense da Polícia Científica, foi constatado que o entorpecente continha MDA e Metanfetamina, duas substâncias da classe das fenetilaminas e que fazem parte da composição da cocaína rosa, que pode levar ainda MDMA, Cetamina, 2C-B, entre outras substâncias.
Apesar de ter cocaína no nome, o entorpecente é 100% sintético e pode conter diversas substâncias misturadas, o que deixa seus efeitos muito mais perigosos. A cocaína rosa mais comum encontrada na Europa e na América Latina possui uma mistura da substância 2C, que tem efeito tanto estimulante como alucinógeno.
“Ela tem cor rosa porque é adicionado um corante alimentício, que faz com que isso se torne mais atrativo para os jovens. Além da coloração rosa, é adicionado também sabor de morango ou qualquer outro tipo de fruta, então se torna mais atrativo, tanto no aspecto visual como no gustativo. Isso facilita o consumo, principalmente nas grandes festas”, afirmou o delegado Marcos Fontes, que participou da operação em Cascavel.
