Na madrugada de terça-feira (25), por volta das 2h, uma mulher identificada como Regiane Ramos Knebel entrou desesperada no pátio do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Pato Branco, carregando nos braços seu filho, Lian Bernardo Ramos, de aproximadamente um ano e seis meses. A criança estava sem movimento, com coloração azulada e sem respirar.
Diante da situação crítica, o aspirante Rocha, que estava de serviço como Comandante do Policiamento da Unidade (CPU), imediatamente pegou o bebê nos braços e iniciou a manobra de Heimlich adaptada para lactantes, ao mesmo tempo em que questionava a mãe sobre o que a criança poderia ter ingerido para adotar os procedimentos mais adequados.
Durante as manobras, Lian expeliu uma pequena quantidade de líquido viscoso e, por um breve instante, conseguiu respirar. Em uma ação rápida, uma viatura levou a criança e a mãe para a Policlínica, hospital mais próximo do batalhão. Durante todo o trajeto, o policial continuou realizando os procedimentos para desobstruir as vias aéreas do bebê.
Já dentro do hospital, após novas tentativas, o militar conseguiu fazer com que a criança expelisse totalmente o material que obstruía sua respiração. Na sequência, a equipe médica, composta pela médica Karina Desconsi e as enfermeiras Fernanda Veza, Mônica Tondo e Jiovana Moreno, iniciou o atendimento ao bebê, que permaneceu em observação devido ao período de hipóxia.
A rápida atuação do policial militar foi fundamental para salvar a vida de Lian, demonstrando a importância do treinamento de primeiros socorros para situações de emergência.
