O morador de Pérola André Luiz da Rádio Abdallah, registrou o momento em que passava pela Ponte Ayrton Senna, na fronteira do Paraná, na manhã desta terça-feira (10), onde se surpreendeu ao não conseguir visualizar o rio, devido a grande nuvem de fumaça que se forma no estado e em diversas outras regiões.
De acordo com o Governo do Estado, a combinação de áreas há muito tempo sem chuva e baixa umidade relativa do ar com as altas temperaturas atípicas para o inverno faz com que o Paraná atravesse nesta semana o período mais crítico para a ocorrência de queimadas florestais. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registrados mais de 10 mil focos de incêndio no Estado de janeiro a agosto deste ano.
RECOMENDAÇÕES – Quando as condições climáticas apontam para altos riscos de incêndios florestais, a Defesa Civil emite alertas às unidades regionais dos bombeiros, para que a corporação possa atuar de maneira mais ágil aos focos que surgirem. A recomendação é para que a população se sensibilize para evitar qualquer incêndio, evitando utilizar fogo para limpeza de terreno, não queimar lixo, não soltar balões e fazer a destinação correta de material vegetal, evitando montes de folhas e galhos. No caso da ocorrência de queimadas, a indicação é entrar em contato imediatamente com o Corpo de Bombeiros.
NÍVEL BRASIL
Segundo reportagem publicada na Agência Brasil, o país registra aumento de 104% nos focos de queimadas em 2024, e está prestes a ultrapassar a marca de 160 mil focos de incêndio em 2024.
O número é 104% maior em comparação ao mesmo período de 2023, com quase 78 mil focos. Nos sete primeiros meses deste ano, mais de 5 milhões e 700 mil hectares foram queimados, um crescimento de 92%, em relação a 2023.
Em Mato Grosso, por exemplo, o aumento chega a 646%, passando de 1400, no ano passado, para quase 10 mil e 700, neste ano. Já houve crescimento de 415%, um salto de 1200, em 2023, para 6 mil e 200, em 2024. O Brasil vive a pior seca da história, inclusive, com o agravamento de incêndios em diversas regiões.
