Os colégios ficaram com os portões abertos, mas não teve aula. 70, das 87 escolas estaduais na área compreendida pelo Núcleo Regional de Umuarama, segundo a Assessoria da Associação de Pais e Professores a APP Sindicato, estavam sem aula. No município, dois colégios estão na lista do Governo do Estado que vão fazer parte do programa, o Colégio Tiradentes, que tem hoje 50 e o José Balan, que tem cerca de 70 professores.
O projeto de lei que é de autoria do Poder Executivo Estadual foi aprovado em primeiro turno ontem à noite na Assembleia Legislativa.
Professores e estudantes que também aderiram à paralisação invadiram o prédio do Legislativo durante a discussão do projeto. Ademar Traiano, presidente da Alep decidiu seguir com a votação de forma remota. Foram 39 votos favoráveis. Como recebeu emendas, a proposta voltou para analise, ontem mesmo em reunião extraordinária, da Comissão de Constituição e Justiça e hoje volta à pauta no plenário da Assembleia, em Curitiba, onde vão enfrentar novamente a pressão da categoria. A proposta do governo visa um tipo de terceirização de serviços em algumas escolas estaduais, a fim de otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura, através de parcerias com instituições especializadas em gestão educacional.
O objetivo é permitir que diretores e gestores se concentrem mais na qualidade educacional, desenvolvendo metodologias pedagógicas, treinando professores e acompanhando o progresso dos alunos. Por outro lado, os professores querem uma melhor discussão da proposta, que foi colocada em votação na Assembleia em regime de urgência, por isso a paralisação.
O sindicato em Umuarama não tem como mensurar, ainda quantos professores estão paralisados no município, segundo a secretária, em alguns casos, estudantes e turmas inteiras não foram às escolas, aderindo a manifestação, em outros casos, professores.
