Claudinei Ferreira de Souza, trabalhou cinco meses na empresa terceirizada de coleta de lixo que prestava serviço para a Prefeitura Municipal de Umuarama até a semana passada. Ele foi dispensado em abril, mas até o momento não recebeu as verbas indenizatórias. Devido à falta de condições financeiras Claudinei, que é pai de 7 filhos, e a atual esposa foram obrigados a morar por aproximadamente 6 dias dentro do carro do casal após terem de entregar a casa de aluguel por não terem condições de pagar as despesas.
Após vários problemas enfrentados pelo não cumprimento do contrato com a Prefeitura Municipal, na última semana o poder executivo tomou as providências para rescindir o contrato com a terceirizada. A empresa Contestado retirou do pátio todos os caminhões durante a madrugada da sexta-feira, 31 de maio, na surdina. Deixando, inclusive os funcionários que chegavam para trabalhar, sem entender nada.
Eles não receberam os acordos trabalhistas, e aguardam por providências da prefeitura e da empresa, que desapareceu. Nós procuramos o Ministério Público do Trabalho que, por meio do procurador informou que o MPT ingressou com ação judicial para garantir o pagamento dos trabalhadores, porém, a Justiça do Trabalho decretou sigilo, e assim, não seria possível repassar mais informações do processo legal. Enquanto isso, Claudinei e os outros ex-funcionários da Contestado Resíduos aguardam uma resolução.
