O organograma desenhado pela Polícia Federal mostra claramente como era funcionamento do esquema. O líder da organização é sócio proprietário, junto com a esposa, de uma empresa de transportes que gerenciava as finanças. A própria empresa era usada no transporte dos cigarros contrabandeados e distribuía a mercadoria para vários estados do país.
Em outra ação, denominada operação Teçá, foram identificados os coordenadores do contrabando e responsáveis pela distribuição. Um dos líderes do grupo, mantinha relação com contrabandistas do cone sul do Mato Grosso do Sul desde 2013. Ele assumiu, junto com a esposa, o controle após a prisão do irmão que gerenciava as negociações ilícitas. A região abrange os municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo e Naviraí.
Segundo a Polícia Federal, líder era o responsável por fazer os “acertos” com policiais do Mato Grosso do Sul, de São Paulo e do Paraná que facilitavam a passagem da mercadoria ilícita. Foi a apuração das finanças do grupo que a força tarefa descobriu que foram criadas pessoas jurídicas para dissimular movimentações incompatíveis com o faturamento das empresas e rendimentos auferidos pelos investigados. Para evitar o rastreio de transações bancárias, o grupo realizava diversas operações em dinheiro vivo e em nome dos laranjas da quadrilha.
A segunda fase realizada hoje cedo, denominada Operação Hansei, visa desarticular definitivamente o bando. Foi a partir da análise de material apreendido na Operação Teçá, que a força tarefa chegou aos líderes. Participaram da operação, 10 auditores-fiscais, um analista tributário da Receita Federal e 22 policiais federais, que cumpriram cinco mandados judiciais de busca e apreensão simultaneamente em Maringá, Umuarama, Londrina, no Paraná e em Barueri e Sorocaba – São Paulo.
