Operação Grade A da Polícia e Receita Federal, cumpre 8 mandados de busca e apreensão

Por Redação
19/10/2023 15:28
Atualizado há 3 anos ago

Jet-skis, lanchas, muitos – mas muitos telefones celulares –, motocicletas de alta cilindrada, caminhonetes, várias joias, uma grande quantidade de munição,,, dos mais diversos calibres e um verdadeiro arsenal, espingarda, pistolas.

Todo o material apreendido mostra a força financeira alavancada pelo grupo criminoso envolvido no contrabando de mercadorias estrangeiras… a maior parte em eletrônicos e aparelhos celulares.

De acordo com os levantamentos feitos pela Receita Federal, desde o início da pandemia de Covid, o grupo movimentou pelo menos R$ 250 milhões em mercadorias no território nacional.

Quase toda ela passou por aqui, por Umuarama, vinda da fronteira com o Paraguai, seguindo pelos caminhos usados pelos contrabandistas entre Altônia e Pérola e na região oeste passando por Guaíra e Marechal Candido Rondon.

Até lojas revendedoras de aparelhos celulares e acessórios, representantes de grandes empresas de telecomunicação, foram alvos, inclusive aqui em Umuarama. No centro comercial da cidade, logo cedo, a empresa foi vistoriada pelos agentes da PFF e da Receita, material foi recolhido para análise.

A ação chamada de GRADE A, tem o objetivo de reprimir a prática dos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Foram envolvidos 350 Policiais Federais e 53 servidores da Receita no cumprimento de 70 mandados de Prisão Preventiva e 95 mandados de Busca e Apreensão.

Aqui no Paraná, os agentes agiram em Maringá, Campo Mourão, Cianorte, Indianápolis, Rondon Tapejara, Altônia, Douradina, Iporã, Loanda, Marechal, Palotina, Querência do Norte, Terra Boa, Umuarama, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu e Curitiba. Outros alvos foram vistoriados no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí.

A investigação apura esquema de importação clandestina de eletrônicos vindos do Paraguai. As mercadorias são adquiridas por vendedores atacadistas e introduzidas irregularmente no mercado brasileiro para posterior revenda.

As diligências apontaram que os produtos eram trazidos ao Brasil através de entradas secundárias na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, armazenados em pontos de apoio na região da fronteira e depois transportados para outras regiões do país.

Para tanto eram usados freteiros, responsáveis pela entrega das mercadorias ao comprador.O grupo sempre usava carros pequenos equipados com compartimentos ocultos. Em, alguns casos eram usados caminhões, quando a mercadoria era escondida entre cargas lícitas de frios e grãos.

O nome da operação, “GRADE A”, é referência aos celulares recondicionados que são importados e negociados com frequência pelos integrantes da organização criminosa desbaratada nesta manhã pela Polícia.

 

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