A prisão foi realizada por investigadores da polícia civil de Cruzeiro do Oeste em conjunto com policiais militares, eles efetuaram a prisão em flagrante de um homem com 20 anos de idade, indígena, pelos crimes de cárcere privado triplamente qualificado, a vítima era companheira do suposto autor, uma menor de dezoito anos, resultando em graves sofrimentos físico e moral, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, bem como pelas ameaças de morte feitas pelo suspeito contra conselheiros tutelares do município de Tuneiras do Oeste. A ação policial culminou na prisão de um homem que, em tese, estaria mantendo sua companheira, uma indígena de 16 anos de idade, que está grávida, em cárcere privado num ambiente totalmente insalubre, em imóvel sem energia elétrica, água, encanada, fogão e alimentação, além disso ele sempre a agredia fisicamente e psicologicamente. A vítima, mesmo residindo há meses na cidade, ainda enfrenta dificuldades para se comunicar em português, devido à situação de cárcere privado e proibição de contato com o mundo exterior, parentes e amigos não tinha contato com a menina.
A vítima quando foi amparada pela polícia e pelos conselheiros tutelares, chegou a cogitar a possibilidade de estar grávida. Para a polícia ele ainda informou que meses atrás ela estava gravida e ao contar ao suspeito ela foi violentamente agredida e sofreu um aborto, desta vez ele acreditando na gravidez preferiu não contar nada, porém ele não tinha certeza. A menina foi encaminhada para um laboratório e no exame de sangue o resultado foi positivo.
O autor foi autuado como cidadão comum, tendo em vista que foi constatado que ele se encontra totalmente integrado na sociedade, comunicando-se muito bem em português, trabalhando em uma indústria alimentícia da região, além de fazer uso de bebidas alcoólicas e crack, denotando com clareza conhecer seus direitos e deveres. No momento em que eram realizados os procedimentos padrões relativos à sua prisão em flagrante, o preso evadiu-se da delegacia de forma inusitada, transpondo o muro das dependências da delegacia, sendo prontamente recuperado pelos Policiais Militares que realizavam ronda pela cidade. Tal fato não resultou em prejuízos a terceiros ou ao patrimônio público.
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