Beto Richa é preso novamente; desta vez, por desvios em obras de escolas no Paraná

Por Redação
19/03/2019 07:30
Atualizado há 8 anos ago
2769360735c90c4cdbf2033.00370659

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) voltou a ser preso na manhã desta terça-feira (19) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba. A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A suspeita contra Beto Richa é de corrupção, e ele foi preso no apartamento onde mora.

Esta é a terceira vez que Beto Richa é preso.

Esta ação é um desdobramento da Operação Quadro Negro, de acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti. Pela Quadro Negro, é a primeira vez que Beto Richa é preso.

O empresário Jorge Atherino, apontado pelo MP como operador financeiro de Beto Richa, e Ezequias Moreira, ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, também foram presos.

Ezequias foi citado na colaboração premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza. A delação afirma que o ex-secretário participou da arrecadação de dinheiro desviado da reforma e construção de escolas para a campanha de reeleição de Beto Richa para o governo do estado.

O Gaeco cumpre também mandados de busca e apreensão em imóveis da família Richa em Caiobá, no litoral do Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina.

Operação Quadro Negro

A Operação Quadro Negro encontrou indícios de desvios de dinheiro na construção de diversas escolas estaduais. Segundo as investigações, a Construtora Valor recebeu cerca de R$ 20 milhões pelos contratos firmados com o poder público, mas não entregou as obras.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), um setor da Secretaria de Educação produzia relatórios fraudulentos sobre obras em escolas estaduais.Os relatórios informavam que as obras estavam em andamento adiantado, entretanto, em muitos casos, mal haviam saído do papel.

Com a fraude, a construtora Valor, recebia o valor pelos contratos sem que as obras fossem feitas ou concluídas. Eduardo Lopes, dono da construtora, é delator na operação. Eduardo Lopes contou como funcionava o esquema de desvios, revelando nomes de políticos que, segundo ele, se beneficiaram com o esquema.

Em delação, o ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, afirmou que o dinheiro de propina pago pelo esquema abasteceu as campanhas de Beto Richa para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Paraná, entre 2002 e 2015.

Fanini afirmou também que o dinheiro fraudulento custeou gastos pessoais do ex-governador, como viagens e a compra de um apartamento.

Fonte: G1

Veja também

Encomenda com três cobras vivas sai de Umuarama e é interceptada nos Correios
Há 2 horas ago
Câmeras registram briga e homem é esfaqueado durante confusão em Icaraíma
Há 3 horas ago
Polícia prende dois homens e apreende adolescente após ataque a tiros que mat...
Há 1 dia ago
Colisão frontal entre dois carros deixa dois motoristas feridos na PR-317
Há 1 dia ago
Tucson ligado a mulher morta na fronteira é apreendido com mais de 6 quilos d...
Há 2 dias ago
Mulher desaparece e é encontrada enterrada no próprio quintal; suspeito manti...
Há 2 dias ago
Umuarama 23°
Sunny

Manutenção

Estamos em atualização