Sanepar afirma que arsênio em amostra de água estava em frasco de coleta

Por Redação
25/03/2022 08:56
Atualizado há 5 anos ago
684247017623dad77ee63b3.27603147

Há pouco mais de 15 dias Umuarama virou notícia nacional por ter sido incluída no rol de cidades que teriam a água consumida pela população possivelmente contaminadas por ácido arsênico. A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Umuarama oficiou a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) para que se manifestasse e a concessionária acaba de responder, afirmando que o composto identificado provavelmente estaria no frasco utilizado na coleta da amostra – e não na água.

De acordo com o engenheiro Ezequiel de Souza Ribeiro, gerente regional da Sanepar em Umuarama, nos resultados das amostras realizadas pela companhia estão em conformidade com os parâmetros indicados pelo Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde. “Não detectamos trihalometanos totais e bário, com resultado abaixo do valor máximo permitido (VMP) na Portaria. Porém, foi encontrado uma não conformidade no parâmetro arsênio na coleta de 16 de novembro de 2020”, relatou.

Ribeiro prossegue informando que neste dia o resultado foi de 0,0151 miligrama por litro – sendo que o VMP é de 0,01. “Realizamos então nova coleta, no dia 1° de dezembro, e o resultado atendeu perfeitamente à Portaria, apresentando valor menor de 0,0003, que é o limite de detecção do equipamento. Desta forma, essa não conformidade pontual pode ter ocorrido por uma contaminação do frasco de coleta”, garante.

O secretário do Procon, Deybson Bitencourt, ressalta que além do termo de investigação contra a Sanepar, o Procon também enviou ofício ao escritório regional do Instituto Água e Terra – IAT abordando os resultados indicados no estudo do Mapa da Água, apresentado primeiramente pelo portal de notícias independente Repórter Brasil, em matéria divulgada na segunda-feira (7). “As informações são gravíssimas e por isso instauramos um Procedimento de Investigação Preliminar, com base no disposto no art. 33, §1º, do Decreto Federal 2.181/97, para apurar a verdade dos fatos”, comentou.

O estudo apresentado no Mapa da Água apontou presença de arsênio, classificado como cancerígeno para humanos. “O ácido arsênico e o trióxido de arsênio, dois compostos inorgânicos desse elemento, são usados como descolorante, clareador e dispersante de bolhas de ar na produção de garrafas de vidro e outras vidrarias”, mencionou, acrescentando que o Procon também oficiou a 12ª Regional de Saúde para que também apresente um parecer sobre o fato. “A Secretaria de Estado da Saúde recebe, antes de todos, os resultados das análises, então solicitamos uma manifestação sobre a instauração de um eventual processo fiscalizatório instaurado pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária”, comunicou.

O Procon também vai custear a realização de contraprovas, que serão realizadas em laboratório independente, em ação que será acompanhada e coordenada pela Diretoria de Vigilância em Saúde.

Veja também

Motocicleta é apreendida após abordagem a condutor sem CNH em Mariluz
Há 16 horas ago
Operação Padroeira registra 21 casos de alcoolemia e 369 veículos acima da ve...
Há 17 horas ago
Identificado como Wesley Bernardes de Almeida, suspeito de matar idoso de 80 ...
Há 5 dias ago
Polícia Civil prende suspeito de matar idoso de 80 anos no Bosque do Índio, e...
Há 5 dias ago
Homem de 20 anos é preso em Alto Piquiri por suspeita de estupro de vulnerável
Há 5 dias ago
Homem de 46 anos é preso por suspeita de homicídio após corpo ser encontrado ...
Há 5 dias ago
Umuarama 19°
Patchy rain nearby

Manutenção

Estamos em atualização