Paraná registra 498 novos casos de dengue; total chega a 27 mil

Por Redação
21/07/2021 10:21
Atualizado há 5 anos ago
Aedes Aegipti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus. Foto: Agência Senado/Prefeitura de São Paulo em: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/02/01/datasenado-quer-ouvir-brasileiros-sobre-multa-a-quem-nao-colabora-na-luta-contra-aedes-aegypti
Aedes Aegipti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus. Foto: Agência Senado/Prefeitura de São Paulo em: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/02/01/datasenado-quer-ouvir-brasileiros-sobre-multa-a-quem-nao-colabora-na-luta-contra-aedes-aegypti
Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue (Arquivo Agência Brasil)

O Informe semanal da dengue, divulgado nesta terça-feira (20) pela Secretaria de Estado da Saúde, registra 498 novos casos da doença. Agora, o período epidemiológico com início em agosto do ano passado soma 27.170 casos confirmados e 32 óbitos. A publicação desta semana aponta que 289 municípios têm casos confirmados, atingindo as 22 Regionais de Saúde.

Ainda de acordo com o balanço, 17 municípios apresentam casos de dengue grave e 41 apresentam casos de dengue com sinais de alarme. O Informe registra 91.280 notificações no período, 855 a mais que na semana anterior. presentes em 361 municípios paranaenses.

“Os números confirmam que o vírus da dengue continua circulando no Paraná e afetando muitas pessoas. Nosso alerta constante ressalta a principal forma de prevenção da dengue que é a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, evitando pontos que acumulem água nos quintais e nos ambientes internos dos domicílios”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Técnicos das 22 Regionais de Saúde promovem nesta semana, junto a todos os municípios, o monitoramento do Programa Municipal de Controle da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus de forma a avaliar as ações realizadas na prevenção de ocorrência de casos e epidemias.

“Preliminarmente, acreditamos que a pandemia pode afetar o registro de dados sobre a dengue, com diminuição de casos. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde avalia que esta diminuição pode ser consequência do receio da população em procurar atendimento em uma unidade de saúde, levando a uma possível subnotificação ou atraso nas notificações das arboviroses”, disse a chefe da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da Sesa, Emanuelle Gemin Pouzato.

Segundo ela, surtos ou epidemias de dengue acontecem de forma cíclica com anos de maior ou menor ocorrência de número de casos devido a múltiplos fatores envolvendo questões climáticas, atividades de campo relacionadas a eliminação de criadouros e mobilização da população.

“Apesar de estarmos em período de estiagem e diminuição das temperaturas, 120 municípios apresentaram Índice de Infestação Predial acima de 1%, classificando em situação de alerta ou risco para ocorrência de epidemias considerando a densidade vetorial”, afirmou Emanuelle.

Confira o Informe completo.

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